Rumo às Estrelas – Herbert Dennis Bradley – Verdade: A arma dos deuses

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Olá amigos, tudo bem ? Iniciamos, hoje, uma série de postagens que tem o intuito de reproduzir o livro Rumo às Estrelas de Dennis Bradley. Tal obra é um relato forte da experiência de um ex-materialista e sua descoberta da realidade espiritual. Começaremos com uma pequena biografia do autor e em seguida passamos para a introdução do livro. Um grande abraço a todos.

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“Eu não creio, eu sei!” – Herbet Dennis Bradley
H.Dennis Bradley nasceu no dia 30 de janeiro 1846 em Clapham na Inglaterra. Foi filho de Charles Bradley, um evangélico pregador, e Emma Linton. Bradley foi educado no Cheltenham College e Marlborough College e, Em 1865 entrou no University College, Oxford. Durante sua vida, foi um dos mais respeitados filósofos sobre as ilhas britânicas e a Ele foram concedidos honorários graus muitas vezes. Ele foi o primeiro filósofo britânico que recebeu o Diploma da Ordem do Mérito.
Era famoso pela sua não-pluralista abordagem à filosofia. Em suas perspectivas viu um monístico de unidade, transcendendo divisões entre lógica, metafísica e ética. 
Bradley fez um minucioso relato da mediunidade de voz direta de George Valiantine, o conhecido médium americano.Conseguiu vozes no seu próprio Grupo Doméstico, sem médiuns profissionais. É impossível exagerar os serviços que o trabalho dedicado e de auto-sacrifício de Mr. Bradley prestou à ciência psíquica.  [Autores Espíritas Clássicos – Dennis Bradley]
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Ergue-se a cortina para o prólogo de um drama mental. Ação muito pouca, com
as principais figuras permanecendo invisíveis.
No palco, nenhuma decoração que atraia os olhos, nem o tema da peça exige
movimento físico. Mas a cada cena desdobrada, novos campos de conhecimentos se
abrem, que arrastam o investigador para novos rumos do pensamento.
O cenário está limpo. Mefistófeles, disfarçado em materialismo, foi varrido para
o monte de lixo. Seus miasmas foram recalçados para as regiões mais baixas do
pensamento. 
Os arranjos de invenção foram desprezados, a Verdade faz sua entrada
em cena com a maior simplicidade e de todo despida de ornamentos.
Nada que lembre o carnaval da vida. Trata-se da maravilhosa realidade: a
exploração dos mais ocultos recessos de uma colossal verdade.
Embora sejam as
cenas que vão transcorrer mais espantosas que quaisquer outras ainda imaginadas,
nem a ilusão, nem a imaginação tomaram parte nelas. 
As palavras que os personagens invisíveis vão dizer não brotaram de mim.
Também não é minha a filosofia que essas palavras encerram. Por isso, para ressalva
do meu eu, não assumo nenhuma responsabilidade pelo que for dito, e como não
quero impô-lo também não desejo que o desnaturem.
Não exijo que aceitem minhas observações. Minhas são; só minhas; produtos da
minha personalidade – e a minha personalidade, seja ela uma herança ou uma criação
individual, é tudo quanto possuo.
No incompreensível plano da vida é insignificante à parte de cada pessoa. Tudo
que podemos fazer não vai além de sintonizar-nos de modo a sermos sensíveis às
mais delicadas vibrações da emoção.
Minha filosofia não é a de um asceta a viver na solidão dos seus sonhos, sim a da
marionete no remoinho de uma grande metrópole, que subitamente vê abrir-se diante
de si um imenso abismo; daí o salto que dá no Desconhecido.
Só na amplidão do pensamento a magnificência da realidade pode ser concebida.
Materialismo é morte. Todas as coisas palpáveis e que imaginamos reais são
transitórias e perecíveis. Tudo que é material não vive. 
O frágil, embora devastador, materialismo ameaça a nossa civilização. Mostra-nos
a humanidade como um ajuntamento de loucos. É sanguissedento em todos os
sentidos. Com os seus instintos de animalidade inferior, antagonista do progresso
mental.
Só a força das altas inteligências que o contrabatem evitará que esse rebanho de
loucos – fidalgos e campônios – se destruam a si próprio. 
A onipotência está no espírito, não na matéria – temos que aceitar isto.
Muitos considerarão loucura esta filosofia, e minhas idéias serão apresentadas
pelos materialistas como argumentos favoráveis as suas teses, filhas de uma
imbecilidade fatal. As etapas pelas quais tem que passar o gênero humano são fatais –
decorrem do desígnio de poderes superiores.
A cada homem é dado o poder de afeiçoar o seu próprio destino. Eis a
democracia estabelecida pelos deuses. Mas quando um descalabro material ameaça a
existência do homem, sobrevém a intervenção. 
O grande plano do universo não poderia nunca ser baseado numa mentira ou
numa ilusão. Quem olha para as estrelas compreende a insignificância da terra. Se
pudéssemos nos deslocar para além da zona em que atua a força da gravitação do
nosso planeta, então alcançaríamos a esfera do pensamento.
Nos instantes de solilóquio a ação do drama se suspende, mas o drama continua
em repouso sobre a pétrea solidez da verdade.
Verdade – a arma dos deuses. Para lhe compreendermos a força, temos de lhe
analisar as qualidades. A verdade é a única trilha para o conhecimento ou descoberta
da beleza eterna.

É devastadora a verdade porque arranca da face do mundo a hipocrisia dos
séculos. É a única arma que destrói de um golpe os dogmas do evangelho do medo,
criado para a escravização das criaturas; que desmascara a burla das leis feitas para a opressão; que denuncia as mentiras da referência tradicional, inventadas para retardar
o progresso; e que destrói os mitos religiosos, impostos pelas castas, a fim de
proteger seus credos.
Verdade – arma suprema que ousa combater os carunchosos ideais do passado.
Vede a Europa: um deserto em que o mais rígido materialismo figura de deus
supremo. Como oferendas, recebe sacrifícios de sangue e os tesouros da arte e da
ciência. A bárbara dança da guerra perpetua-se diante dos seus olhos. 
Esse deus carnívoro devora a alma do homem. É ele, na verdade, um meio para
alcançar um fim, mas esse fim é morte, porque o materialismo vale pelo beco sem
saída da vida; é uma ilusão, porque seus frutos apodrecem antes de colhidos. 
O mundo, em geral, aceita ou deseja a verdade? A grande maioria considera a
verdade uma crueza ou uma extravagância? Pode qualquer dos governos existentes
revelar aos tristes e mal conduzidos governados quais os seus verdadeiros desígnios?
Não são todas as formas de governo baseadas no dogma do medo, falsa doutrina que
está levando todos os países à bancarrota?
O intelecto se tornou suspicaz, porque só vê a verdade como mentira pragmática,
ajeitada para manter as maiorias sob o entorpecente da estupidez.
E tanto assim, que quando uma grande Verdade é descoberta recebem-na com
ceticismo, e muitos anos se passam antes que ao rebanho seja permitido entrar-lhe no
conhecimento. E se essa Verdade, embora tenha a seu favor todas as provas, se
apresenta em condições de perturbar o equilíbrio das forças sociais, religiosas e
políticas, todos os esforços são empregados para deturpá-la ou suprimi-la.
Este livro contém em si a Verdade.
Logo depois de entrado no drama mental que ele descreve, minha filosofia me
arrasta a não esconder o asco que sinto pelos dirigentes da terra e seus estúpidos
dirigidos.
Minhas palavras eu as lanço à gente viril da nova geração. Tenho repugnância à
decadência dos espíritos gastos. Para estes, só o chicote do meu desprezo. Trago uma nova luz para as inteligências livres.
Uma nova revelação.
Uma grande Verdade.
A Verdade – eis a arma dos deuses.

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