A morte e o dia dos mortos / Um convite aos amigos leitores

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Olá, amigos, tudo bem ? Dedicamos este post de hoje a uma reflexão sobre o dia 02 de novembro. Gostaríamos de convidá-los também a, junto conosco, dedicarem alguns minutos de alguns dias para realizarmos uma prece em conjunto visando contribuir na melhoria da psicosfera terrena. Este é um pedido frequente dos mentores espirituais que fazem essa solicitação nas mais diversas instituições ou grupos de trabalho que assistem. Sendo assim, gostaríamos de convidar os amigos a nos dias 02, 07, 14, 21 e 28 deste mês de Novembro concentrarem-se conosco em prece às 22 horas. Nos próximos meses informaremos outras datas e convidamos novamente os amigos. Vamos então ao post ! Um grande abraço. 
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O dia 02 de Novembro, em alguns países do mundo, é dedicado aos mortos. A morte sempre foi um aspecto da experiência humana que tirou e tira o nosso sono. Nada mais compreensível. Afinal, que fenômeno é esse que faz com que os  nossos entes tão queridos e amados deixem de responder a qualquer estímulo a eles direcionados ? Que fenômeno tão intrigante é esse que  rouba deles as suas mais características expressões faciais, deixando apenas uma palidez estampada em uma face taciturna ? O que acontece no íntimo desse nosso familiar tão amado nesse momento ? E quando for a nossa vez ? 
Se lançarmos o nosso olhar aos tempos mais longínquos da humanidade, veremos que desde então  o ser humano acredita que a morte não representa a aniquilação da consciência e vemos isso por meio dos estudos dos mais eminentes antropólogos e sociólogos. 
E. B. Tylor, na obra Primitive Culture, observa: 
“A menor regra com que se define uma religião consiste na crença da existência de entidades espirituais. Crença essa que se encontra no meio dos povos humanos mais atrasados, com os quais chegamos a entrar em relações suficientemente íntimas.Além do mais, salienta, como “a crença nas entidades espirituais implica no seu pleno desenvolvimento, na crença da existência de uma alma sobrevivente à morte do corpo.”   

Brinton, em Religions of Primitive People, página 50,  observa:

“Quero aqui demonstrar que existem religiões, a tal ponto rudimentares, onde não há templos, nem altares, nem pregadores. Mas não me é possível demonstrar que se descubra alguma que não ensine a acreditar  em entidades espirituais que se comuniquem com os homens.” 
Huxley escreve em Lay Sermons and Adresses, página 163:


“Há povos selvagens sem um Deus no verdadeiro sentido da palavra, mas não os há, em nenhum momento, sem espíritos.”


Herbet Spencer, em Sociologia, volume II, página 689:


Nós encontramos, por toda a parte, a ideia da sobrevivência do espírito após a morte do corpo, com todas as múltiplas e complicadas concepções que delas derivam. Encontramo-las idênticas tanto nas religiões árticas, como nas tropicais; tanto nas florestas da América do Norte, como nos desertos da Arábia; tanto nos vales do Himalaia como nas ilhas da Polinésia. Essa ideia é expressa com a máxima clareza da parte de povos tão divergentes, que os técnicos julgam que sua transformação tenha acontecido antes da atual distribuição de terras  e da água; tanto  entre pessoas de cabelos lisos, quanto entre as de cabelos crespos e de cabelos pixaim; tanto entre os povos brancos, quanto entre amarelos, vermelhos e negros. Tanto entre os povos mais distantes quanto entre os bárbaros semicivilizados e os da vanguarda da civilização.”



Com o advento do século XIX vimos as pesquisas em torno da vida após a morte se tornarem mais sistemáticas e rigorosas. Ao nos debruçarmos em torno dos fenômenos espirituais vemos provas maravilhosas de que a morte, longe de ser a aniquilação da consciência, é o evento que abre as portas para a experiência mais consciente que qualquer período que se passe encarnado. À partir desta época pudemos, junto com homens e mulheres corajosos que tiverem a audácia de enfrentar o status quo, observar, mediante seus relatos extremamente detalhados, a  aparição tangível, materializada, de pessoas que morreram; pudemos observar as suas características mais marcantes estampadas e manifestadas por médiuns que nunca os viram;  hoje, vemos sempre alguém relatar suas experiências de quase morte ou de saída natural do corpo físico nos meios de comunicação. Isso tudo nos faz lembrar que o dia 02 de novembro é mais do que o dia dos mortos, é antes de mais nada o dia daqueles que permanecem vivos, porque a morte não existe.
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Mortos Amados – Emmanuel 
Na Terra, quando perdemos a companhia de seres amados, ante a visitação da morte sentimo-nos como se nos arrancassem o coração para que se faça alvejado fora do peito.
Ânsia de rever sorrisos que se extinguiram, fome de escutar palavras que emudeceram.
E bastas vezes tudo o que nos resta no mundo íntimo é um veio de lágrimas estanques, sem recursos de evasão pelas fontes dos olhos.
Compreendemos, sim, neste Outro Lado da Vida, o suplício dos que vagueiam entre as paredes do lar ou se imobilizam no espaço exíguo de um túmulo, indagando porquê…
Se varas semelhantes sombras de saudade e distância, se o vazio te atormenta o espírito, asserena-te e ora, como saibas e como possas, desejando a paz e a segurança dos entes inesquecíveis que te antecederam na Vida Maior.
Lembra a criatura querida que não mais te compartilha as experiências no Plano Físico, não por pessoa que desapareceu para sempre e sim à feição de criatura invisível mas não de todo ausente.
Os que rumaram para outros caminhos, além das fronteiras que marcam a desencarnação, também lutam e amam, sofrem e se renovam.
Enfeita-lhes a memória com as melhores lembranças que consigas enfileirar e busca tranquilizá-los com o apoio de tua conformidade e de teu amor.
Se te deixas vencer pela angústia, ao recordar-lhes a imagem, sempre que se vejam em sintonia mental contigo, ei-los que suportam angústia maior, de vez que passam a carregar as próprias aflições sobretaxadas com as tuas.
Compadece-te dos entes amados que te precederam na romagem da Grande Renovação.
Chora, quando não possas evitar o pranto que se te derrama da alma; no entanto, converte quanto possível as próprias lágrimas em bênçãos de trabalho e preces de esperança, porquanto eles todos te ouvem o coração na Vida Superior, sequiosos de se reunirem contigo para o reencontro no trabalho do próprio aperfeiçoamento, à procura do amor sem adeus.

(Do livro “Na Era do Espírito”, Emmanuel, Francisco C. Xavier) 

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