Caros leitores, no intuito de facilitar o acesso das entrevistas realizadas na Série de Entrevistados Renomados cedidas ao blog Luzes e ao site Almateca, incluimos link permanente na barra de menu para que o maior número de leitores possa ter contato, além de e-book para download (vide final do post). Para quem desejar ter acesso a cada entrevista e matéria completa com fotos, vídeos e comentários que foram postadas no blog, basta digitar em pesquisa o nome do entrevistado ou clicar nas marcações do blog (coluna da direita). Boa leitura!

Para repostagens solicitamos que identifiquem como fonte o blog e site, autores das entrevistas e que as entrevistas sejam repostadas com bom senso e respeito aos entrevistados.Não nos responsabilizamos pelo uso de terceiros de nenhuma parte das entrevistas que contenham palavras ou comentários ofensivos, os trabalhos são para divulgação da doutrina espírita e farão parte de um livro sem data ainda para ser lançado gratuitamente pelo blog e site responsáveis pelas entrevistas, na forma como se apresentam abaixo.Agradecemos pela colaboração. 

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ENTREVISTA: EDITORA BOA NOVA

ENTREVISTA: WEB RÁDIO FRATERNIDADE 

ENTREVISTA: LUIS HU RIVAS 

Gravada em áudio, Luis gentilmente nos concedeu a entrevista sobre seus trabalhos, novidades para o mês de novembro de 2014 e abordou a mediunidade infantil ( para acessar clique). Para leitura do post utilize marcação com nome do entrevistado (para matérias sobre mediunidade infantil vide marcações no blog ou faça pesquisa).

ENTREVISTA: ALAMAR RÉGIS CARVALHO

Tivemos a oportunidade de entrevistar o estimado Alamar Régis Carvalho – diretor de tv,analista de sistemas e divulgador do Espiritismo.Para lista completa de entrevistados,verifiquem post anterior.

Muitos de nós já tivemos contato com seus vídeos e livros que em muito auxiliam na divulgação do Espiritismo, nos quais aborda sempre a discussão de variados temas com renomados e atualidades.

É uma pessoa querida e de fácil contato, zeloso com seu trabalho, um divulgador que está sempre pronto a nos conduzir a boas reflexões com informações de qualidade – somos gratos em tê-lo no blog e no site!
Esperamos que gostem e que também reflitam, pois como bem sabemos nossa construção espiritual se dá também pelo conhecimento e auto conhecimento.
  “ninguém acende uma candeia e a esconde num jarro ou a coloca debaixo de uma cama. Ao contrário, coloca-a num lugar apropriado, de modo que os que entram possam ver a luz” – Lucas.



 ENTREVISTA COM ALAMAR RÉGIS CARVALHO
 Como se deu, no início, seu interesse pelo espiritismo e como observou a necessidade de divulga-lo ao grande público nacional e internacional?

            Quando eu tinha 15 anos, vivia em conflito com a igreja católica, onde fui coroinha, por ter sido expulso pelo padre Francisco Licarião por perguntar demais, por pedir explicações demais sobre as coisas da igreja. Eu era músico, tocava trompete numa pequena orquestra que era convidada de vez em quando para tocar nas festas realizadas pelo Centro Espírita Fé Esperança e Caridade, dirigido pelo velho Aurelino, em Vitória da Conquista, Bahia, e naquele momento já surgia simpatia pelo Espiritismo, ao mesmo tempo em que eu já observava que os vizinhos espíritas eram pessoas melhores na rua onde eu morava. Foi a fase do ensaio.
            Mas ali não foi o início, ainda. Quando eu tinha os meus 20 anos, era terceiro sargento da Aeronáutica, vivendo em Belém do Pará, recebi o primeiro “Evangelho, segundo o Espiritismo” de presente do meu amigo Agostinho do Espírito Santo Freire de Alencar, acompanhado de José Bonifácio Silva, ambos também sargentos, mais antigos, que sugeriram-me o Espiritismo, já que eu também questionava demais alguns métodos adotado pela vida militar, sobretudo a prepotência dos que se achavam superiores. De vez em quando eu ia a um centro. Esta foi a primeira fase.
            Depois, aos 24 anos, como diretor de televisão afiliada da Globo, ainda em Belém, eu andava empolgado demais, até namorando atriz famosa, entrei num processo de vaidade excessiva, quando fui chamado pelo cinegrafista da televisão, Milton Mendonça, meu subordinado, mas que me deu uma esculhambação, como um pai, e levou-me a conhecer o trabalho que ele havia construído em Belém, a Sociedade Espírita Emmanuel, num bairro pobre da cidade, que era uma escola e um centro. Esta foi a segunda fase. Mas ali era um Alamar apenas freqüentador de centro espírita, com mais assiduidade, escutador de palestras e tomador de passes.
            Foi quando surgiu a outra fase, já com 32 anos, quando fui surpreendido pelo  suicídio da minha linda esposa, com apenas 21 anos de idade, o que levou a um desespero enorme. Foi quando Jacinto Ferreira de Brito informou-me da necessidade de ESTUDAR o Espiritismo.
            Depois que tomei conhecimento do que verdadeiramente era o Espiritismo, não apenas um ritual igrejeiro como a maioria faz, entrei num processo de revolta imenso. Já não pelo suicídio da Zeny, mas pelo fato dos espíritas não divulgarem algo tão maravilhoso que, se eu soubesse antes, teria condições e argumentos para evitar o terrível ato que a vitimou.
            Foi daí que surgiu o desafio, para mim mesmo, de partir com garra para a divulgação, a partir do momento que eu consolidasse e firmasse bem o meu conhecimento.
            Aí ninguém me segurou mais, parti para a realização de eventos destinados ao grande público, já que eu era conhecido de toda a imprensa era convidado para entrevistas em rádios e televisões e criei a maior coluna espírita no mais destacado jornal da Amazônia, O LIBERAL, que chegou a ser a sua segunda coluna mais lida. 
Como observa a diferença ainda do público brasileiro e estrangeiro diante do espiritismo?
            No Brasil “igrejaram” o Espiritismo, em vez de adotarem o modelo Allan Kardec, adotaram o modelo igrejista inventado pelos seus opositores do movimento espírita francês da sua época. Luiz Olympio Telles de Menezes quis fazer o modelo Kardec no Brasil, e foi com este que ele começou. Todavia prevaleceu o modelo igrejista que, inclusive, o abandonou e desprezou totalmente.
            O grande problema que o espiritismo enfrenta no exterior é o fato de, na maioria dos países, ser fundado por brasileiros que, lamentavelmente, levaram para lá o modelo igrejista, ou seja, o espiritismo não é nada mais do que religiião, com os seus dogmas e rituais.
 Em quais mídias já trabalhou? Qual a diferença na sua opinião das mídias em que trabalhou e em qual ou quais teve maior alcance?
            Eu inventei as minhas mídias. Lá em Belém eu me utilizava das minhas amizades na grande imprensa e divulgava os eventos e as idéias espíritas pelas diversas emissoras de televisão, rádio e jornais, tanto nas entrevistas como divulgação dos eventos que eu fazia, como nas colunas dos jornais que eu escrevia.
            A partir daí tomei a mais audaciosa iniciativa de divulgação da história do Espiritismo, que foi realizar o primeiro programa espírita pela televisão, via satélite, para um país. Comi o pão que o diabo amassou por causa disto, fui altamente repreendido e repudiado pelo movimento espírita do Pará, não por algum crime, má conduta ou deslizes doutrinários, mas porque, em nome da “humildade”, eu não poderia fazer algo de tamanha abrangência. Até hoje essa restrição ainda existe, mais de vinte anos depois, nunca fui convidado a falar no Pará, apesar de fazer palestras no Brasil inteiro e até no exterior, inclusive em grandes congressos, até mesmo no segundo congresso espírita mundial, em Portugal.
            Não satisfeito só com o programa de TV via satélite, que ia ao ar todo domingo, ao vivo, já de Salvador de depois de São Paulo, parti para outra iniciativa revolucionária, que foi a criação da “Visão Espírita”, a primeira revista espírita disposta em todas as bancas do Brasil, marco que mudou totalmente a visão e a qualidade gráfica da imprensa espírita brasileira.
            Eu outro momento, coloquei no ar, sozinho, a primeira Rede de Televisão Espírita 24 horas, no ar, em novembro de 2004, digital, chegando em todo o País com alta qualidade, mas que não pode prosseguir por todos fecharam as portas para apoiar aquela que não nasceu para ser uma televisão do Alamar e sim de todo o movimento espírita.
            Depois vieram outras coisas.
Alamar por Alamar – Poderia nos contar resumidamente um pouco de sua história, se veio de uma família espírita, como sua família observa sua atuação de divulgador, suas preferências de obras espíritas?
            Não venho de família espírita, pelo contrário, família católica praticante, embora a minha avó e minha tia costumavam fugir de noite, com as cabeças encobertas, para ir ao centro espírita do velho Silvério, em Vitória da Conquista.
            A minha família terminou se prejudicando com o meu empenho total no empreendimento de divulgação espírita, em detrimento da minha atividade profissional. Não é culpa de ninguém, foi culpa minha mesmo, pois jamais imaginava que passaria pelo que passei, o que não é bom nem falar com muitos detalhes aqui.
            As minhas preferências por obras espíritas são, PRIORITARIAMENTE, o conhecimento total de Allan Kardec, que não se resume a apenas 5 livros, posto que ele é a base e não tem como ninguém contestar isto. Quanto mais estudo Allan Kardec mais identifico o quanto o nosso movimento está na contra mão dele.
É perceptível pelo seu perfil no facebook e participação em eventos a abordagem da política. Mencionou no Rede Amigo Espírita, em convite de evento que realizou em 2012 que “Dr. Bezerra de Menezes, Cairbar Schutel, Jesus Gonçalves, Freitas Nobre e vários outros não comprometeram as suas dignidades pelo fato de terem sido políticos.
A iniciativa não se conduz na ilusão de achar que candidatos espíritas, pelo fato de serem espíritas, sejam melhores que os outros e muito menos tem a pretensão de criar grupos espíritas para jogadas de interesses, apenas pretende que, também, o Espiritismo tenha voz na administração pública, representando milhões de cidadãos brasileiros adeptos da doutrina”. Seu livro “Ju$ti$$a Brasileira”.também visa mesma abordagem da relevância da política e da atuação de espíritas neste cenário. Qual sua opinião hoje sobre a questão?
            A concepção adotada pelo movimento espírita acerca da política chega a ser de uma insanidade sem tamanho, o que se constitui em mais um item que contradiz Kardec, quando nos ensina que por omissão dos bons o mal prolifera. Que os centros espíritas não abram as suas portas para propaganda partidária, isto eu concordo, eu apoio, porque está certo; mas daí a boicotar todo e qualquer espírita que se candidata, mesmo sendo um cidadão íntegro de honrado, a ponto de proibir que ele fale, proibir que fale sobre ele e negar apoio chega a ser uma estupidez, uma vergonha e uma tremenda contradição com uma doutrina sensata.
            Enquanto isto os evangélicos estão lá, fazendo os seus lobbys, crescendo cada vez mais em poder.
Em seu site, Rede Visão Net, você publicou o seguinte texto: “Somos espíritas, mas não somos adeptos de humildade de fingimento e nem de evolução espiritual, daquele tipo que só existe para impressionar os outros. Esse negócio de viver dizendo “Eu não valho nada, eu não tenho importância alguma” e todo tipo de desmerecimento próprio, não é algo que possa fazer parte da vida de pessoas autênticas, racionais e sérias. Por causa disto acreditamos que as pessoas devem, sempre, ser elas mesmas, se apresentarem como realmente são, dizer o que realmente tem que ser dito, inclusive sem medo de dizer aquilo de bom que elas tem. Masoquismo é algo que não se coaduna com verdade e sinceridade, muito menos com Espiritismo”. Consideramos de suma importância suas considerações, e parece haver ainda a idéia de que ser espírita ou estar envolvido em alguma religião requer necessariamente a manutenção de uma imagem irreal, o que pensa sobre o conceito de resignação, difundido no espiritismo, e vezes, mal interpretado?
            Há coisas ensinadas pelo Espiritismo e há coisas inventadas pelo movimento espírita e que é vendida como se fosse Espiritismo. Dentre essas coisas ressaltamos o masoquismo das pessoas, a mania de auto desvalorização para fingir evolução espiritual, a humildade teatralizado, tipo “tô melhor do que mereço”, “eu não valho nada”, “são seus olhos”, “sou pequeninho demais e insignificante” e toda essa postura que em vez de ser atitude positiva, como modelo, termina sendo ridículo, principalmente diante das pessoas mais racionais que saber discernir muito bem entra comportamento autêntico e comportamento de fachada.
            Creio até que se não houve mais crescimento no Espiritismo no mundo, esta é uma das razões.
Sua atuação no cenário espírita é imensa, tendo tido a oportunidade de entrevistar inclusive renomados espíritas abordando variados temas, difundido a informação de trabalhos e de reflexões importantes. Quais aspectos destacaria dessa busca de entrevistas, como são idealizadas, como gerencia os custos de viagens e gravações e como é trabalhar “dando a cara” para milhares de pessoas?
            De fato, entrevistei e registrei para a história encontros com os mais renomados nomes do Espiritismo e hoje tenho um acervo enorme, com imagens e as palavras de espíritas extraordinários que já retornaram à Pátria Espiritual.
            Mas isto me custou caro e depois que fui perceber que foi uma das razões dos boicotes que recebi, coisa que não conseguia entender antes. Vou te explicar porque tenho certeza de que você também não sabe:
            
           Qualquer pessoa, qualquer grupinho pode fundar um centro espírita livremente. Mas faz à sua moda, conforme a sua cabeça e não tem ninguém nem órgão nenhum para avaliar, previamente, se a pessoa ou o grupo possui credencial que é o conhecimento sólido da doutrina. Aí conduz um público freqüentador e conhecer o espiritismo no limite dos seus conhecimentos, vendendo apenas os livros que aprovam e convidando expositores que não vão lá para colocar em cheque os seus conhecimentos. Chegam ao ponto até de proibir que o seu público freqüente outros centros, para evitar que eles ouçam opiniões e conceitos diferentes. Pronto, mantém as suas “vaquinhas” no seu curral e ninguém toca.
           
          Aí aparece um cara que invade as casas dessas pessoas, pelo satélite, em todo o país, fazendo-as conhecer os melhores nomes do Espiritismo do Brasil, proporcionando a elas conhecimentos que não conseguem ter naquele centro, é óbvio que essas pessoas vão questionar as diretorias e os “donos” dos centros que vão ficar sem saber o que dizer, porque não sabem o que imaginavam que sabem.
            Sobrou pra quem?Para o Alamar que foi o responsável por isto.
            Sobre as viagens, que você perguntou, elas geralmente são bancadas, no que diz respeito a passagens e hospedagens, como é de praxe para todo expositor espírita.
  
Seu livro “Mulher,só é boba quem quer” que está a venda pelo site …..foi escrito após suas observações sobre a submissão das mulheres em relacionamentos afetivos? Como avalia o machismo, que ainda é tema atual e causa de inúmeras mortes, como observamos pelos noticiários?
            O meu estudo sobre a mulher vem de muito tempo. A origem começou com a minha mãe que foi uma revolucionária contra o machismo. Uma das atitudes dela foi recusar-se a incorporar o nome do meu pai, quando se casou, o que foi um “escândalo” para época.
            Comecei a falar contra o machismo e a favor da autenticidade da mulher, numa palestra espírita, por apenas 5 minutos, o que gerou mais de 45 minutos de perguntas e respostas só por causa daquelas citações, o que fez o tema virar uma palestra, que me fez ser aplaudido de pé por várias mulheres em várias localidades, daí inúmeras amizades pelo antigo Orkut, pelo MSN e hoje pelo Facebook, os estudos avançaram, me aperfeiçoei mais e hoje realizo profissionalmente um seminário que felizmente tem ajudado muitas delas, das adolescentes às idosas.
            Se ainda há muitas agressões e mortes por causa do machismo, creio que a culpa maior é da própria mulher porque, por incrível que pareça, a mulher é a maior incentivadora do machismo. Isto eu explico bem no seminário.
Seu primeiro programa Espiritismo via Satélite foi idealizado em abril de 1996, na cidade de Salvador, com o sr. José Medrado, médium, e outros participantes foi abordado entre os temas a morte. Na sua opinião o número de pessoas que crê na continuidade existencial aumentou? Se sim, como se deu a maioria dessas transformações, através de experiências pessoais ou através de reflexões pessoais? Perguntamos pois seu trabalho em divulgar auxilia não apenas a observação dos fatos que nos cercam diante da existência da continuidade como também da reflexão em si.
            Preciso explicar sobre primeiro programa. O primeiro mesmo, que foi o programa piloto, aconteceu em Belém, no dia 16 de dezembro de 1990. Se efetivou, também a partir de Belém, no dia 3 de março de 1996, cujo entrevistado era o maravilhoso Dr. Alberto Almeida, meu amigo querido. Só pude continuar a partir de Salvador, aí sim, com Medrado, em agosto de 1996, porque em Belém o fechamento foi total.
            O número de pessoas que chega ao espiritismo é enorme, todos os anos, só que na mesma proporção outros deixam o movimento espírita, pelas razões que já expus. Continuam com as idéias espíritas, mas sem freqüentar centros.
            Quem conhece o espiritismo não tem como retroceder, é como um analfabeto que consegue ler, nunca mais consegue mais ser analfabeto.
Além de jornalista, escritor , também é analista de sistemas e fez uso de sua ciência para auxiliar a polícia do Pará, assim desenvolveu sistemas para a SEGUP. Dedicou-se a estudar e a pesquisar antes, tudo sobre polícia, e verificou que nenhuma outra polícia do País dispunha de sistema de informatização eficiente. Como foi essa experiência? Como o sistema funciona nos dias de hoje?
            Verdade. Eu sempre reagi contra o mesmismo e assim que me tornei Analista de Sistemas resolvi que não me admitiria fazendo apenas o que todo mundo faz. Peguei o desafio de fazer a informatização de algo que pudesse ser impacto no país e escolhi a atividade policial. Foi um impacto, fui pioneiro no Brasil na automação policial, a imprensa toda divulgou, fui notícia na Globo, Bandeirantes e grandes jornais do País, fiz palestras ao lado do Ministro da Justiça para todos os secretários de segurança pública e comandantes de polícias do Brasil, foi um marco.
            É óbvio que não teve continuidade, porque no Brasil não há interesse político em controlar nada, e muito menos apoio à polícia, que sempre tem recebido o repúdio de todos, injustamente, principalmente das autoridades.
Em certa entrevista o sr. Afirmou” Lembro-me em Belém do Pará, quando, com menos experiência, comecei a ser muito conhecido como espírita, devido a grande coluna semanal que eu tinha no jornal “O Liberal” e também nas entrevistas dadas no rádio e na televisão, sempre disposto a dizer também sobre o que não era Espiritismo. Invariavelmente eu era chamado a atenção por alguns confrades, da União Espírita Paraense, que eu deveria evitar escrever e falar sobre o que não era Espiritismo, sob a argumentação de que o fato de falar sobre o que é, implicitamente está dizendo às pessoas o que não é”. Acreditamos ser fundamental ponderarmos não apenas o que é o espiritismo como igualmente o que não é, pois ainda há confusão como por exemplo espiritismo de Kardec, umbanda, mesa branca, candomblé, magias e etc. Qual sua opinião hoje sobre o assunto?
            Este é um outro problema sério do nosso movimento. O pessoal tem mania de querer ostentar uma superioridade espiritual que não tem. Eu nunca suportei isto, nós temos que ser quem realmente somos, sem máscaras. É claro que a gente tem que dizer o que é e o que não é o espiritismo, afinal de contas, lidamos com a ignorância popular.
Você saberia o número aproximado de programas que já realizou? Tanto como divulgador quanto em canais de televisão? Qual seria a entrevista que gostaria de ter feito e não pode?
            Programas de TV foram mais de 500, mas no total não tenho idéia. Consegui, sim, fazer muita coisa. Eu sonhava entrevistar três pessoas muito especiais: Henrique Rodrigues, Dr. Hernani Guimarães Andrade e Chico Xavier. Henrique e Hernani eu consegui, mas o Chico não.
            Mas houve alguma dificuldade? Não, ele assistia ao meu programa e contam vários amigos de Uberaba que ele se dizia meu fã e que gostaria de me conhecer. Uma vez, em 1999, durante o meu programa no ar, chegou um comunicado boato que ele acabara de desencarnar, e eu informei no ar pedindo que alguém confirmasse se era verdade ou não. Na hora ele mandou que me ligasse, dizendo que ele ainda estava vivinho, comendo um bolo de milho na casa de uma amiga e vendo o meu programa. Fiquei super feliz.
            Certa vez, ainda, em 1999 ele manifestou o desejo de me receber pra conversar, só que alguém que praticamente não me deixaram chegar até ele, sob umas condições que eu não aceitei, que daria uma história aqui.
            Outro especial seria o Divaldo, mas esse é meu amigo, estávamos sempre perto em Salvador e nunca tive dificuldade nenhuma com ele.
Na sua opinião, as bases do espiritismo serão mais amplamente conhecidas e estudadas pela ciência, gerando novas discussões, e de certo modo, levando o espiritismo a outros níveis? Pois a base do Espiritismo é toda pautada em Allan Kardec, tendo ainda, infelizmente, não do conhecimento geral renomados autores e cientistas como Leon Dennis, Flammarion, Dellane, entre outros. Seria através da ciência que ocorreria a evolução ou extensão do Espiritismo?
            Eu não digo especifica e isoladamente somente pela Ciência, mas pela autenticidade no comportamento espírita. Se eliminarem o igrejismo exagerado, a doutrina de rezação substituída pela doutrina de razão, a disposição para melhor intercâmbio com os espíritos, abolição da cultura masoquista e de auto desvalorização do ser, aí o espiritismo decola no mundo.
            Se a maioria dos espíritas não conhecem nem o  Livro dos Médiuns, como vai conhecer Flammarion, Dellane, Dennis, Gelley e outros clássicos? 
Declarou certa feita que “É preferível recusarmos novas verdades a aceitarmos uma mentira”. Acontece que este ensinamento, que é enquadrado mais como um alerta, foi colocado na obra com um objetivo, mas os espíritas, em “exageramento” de dosagem, terminam utilizando-o para restringir ao máximo o exercício da mediunidade, o que constrange por demais os médiuns, até mesmo os sérios, quanto a sua prática. Há outro problema: Ensinam-nos que o Espiritismo passará por várias fases: A primeira seria a da curiosidade, onde o fenômeno será a principal atração, quando esse fenômeno é o nome que dão à prática da mediunidade; depois viria uma fase onde o estudo seria o mais importante até atingirmos uma outra fase que seria a da reforma íntima, com base nos princípios espíritas.
Pois bem. Por causa disto, grande parte da liderança espírita acha que já passamos da tal “fase do fenômeno” e, em decorrência disto, restringem veementemente a prática da mediunidade e hoje encontramos aí muitos centros espíritas sem qualquer atividade mediúnica e outros, quando têm, restringem-se a uma meia dúzia de pessoas, uma vez só por semana, como sempre com aquelas caras fechadas, (dizem que é “seriedade”), parecendo que tá todo mundo em um velório à moda antiga, porque nos dias atuais nem nos velórios encontramos tanta sisudez. O outro grande problema que encontramos é um que, ao meu ver, representa o maior obstáculo: o problema da tal “humirdade”, que é a humildade equivocada”. O que o sr tem a comentar sobre esta questão e também em relação ao animismo, que gera insegurança a um grande número de médiuns, ainda mais quando estes não estão diretamente vinculados a um centro espírita?
            Primeiro o movimento espírita concebe o animismo como se fosse algo abominável, repugnante e reprovável, quando não é nada disto que o Espiritismo diz; pelo contrário, o animismo quando traz bons conteúdos é super válido.
            O “exageramento” de dosagens, como você cita, é outro grave problema que gera as distorções praticadas pelo movimento, chega a ser um absurdo que distancia cada vez mais a prática espírita daquilo que Kardec ensinou e ele mesmo exemplificou, como mostra claramente a Revista Espírita.
            Entender intercâmbio mediúnico como fenômeno, é de uma infantilidade sem tamanho, tranduzindo-se em ridículo. As caras fechadas, que fingem ser seriedade, é algo que afasta as pessoas do centro espírita.
            Os espíritas não tem a menor afinidade com os bons espíritos, pois só querem saber de espíritos sofredores, vingativos e maldosos, daí a destinação da maior parte do tempo das mediúnicas para eles. 
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Alamar, claramente podemos observar a sua postura, não submissa,  diante de algumas “determinações” de alguns setores do movimento espírita brasileiro, algumas
sendo seguidas de forma cega e repetidas de forma autômata por aí, como: “Não precisamos mais dos fenômenos, pois a época deles já passou…” ou ainda “Não se faz reunião mediúnica em casa, somente nos Centros Espíritas”,independentemente da natureza da reunião mediúnica. O que pensa a esse respeito, principalmente no último caso ? Acha possível a lucidez espiritual verdadeira sem o contato direto com a mediunidade e os espíritos ?
            Esse negócio de proibir mediúnicas em casa é outro dogma estabelecido. Depende do tipo de mediúnica e dependendo  do nível das pessoas participantes, elas poderiam, sim, ser realizadas em casa. Agora não vão querer fazer mediúnicas em casa para atender sofredores e revoltados.
            Você pode obter a lucidez espiritual sem necessário contato com os espíritos, mas o que levaria alguém a ter receio de ter amigos desencarnados, inclusive para dar gargalhadas juntos?
Observamos alguns lugares no quais os trabalhadores não apresentam o mínimo preparo, digo em relação ao estudo,para lidar diretamente com os Espíritos,o que muitas vezes faz com que tais centros nem reuniões mediúnicas realizem. O que pensa da maturidade do movimento espírita em geral, quando se fala do estudo e da reflexão em cima dos fenômenos espirituais ? Hoje vemos relativamente poucos pesquisadores que se destacam no movimento como Clóvis Nunes e Dr. Sérgio Felipe que lembram os grandes do passado, como Dr. Hernani Guimarães e José Herculano Pires, o que pensa sobre isso?
            O pior é que tem muita gente boa no nosso meio, com a mesma garra do Dr. Hernani, do velho Herculano, Serginho Felipe e outros, fazendo trabalhos maravilhosos; o problema é que essas pessoas têm medo de se expor. Muitos chegam a dizer: Alamar, eu queria ter a coragem que você tem, para abrir a boca, mas prefiro evitar.
            Tem muita gente despreparada, sim, mas também tem muita gente preparadíssima, que sabe muito.   
Polemista, como o é, sempre o vemos respondendo aos ataques vindos de detratores do Espiritismo.Qual a leitura psicológica que faz de indivíduos como o Quevedo e alguns antigos detratores como René Sudré (devidamente refutado por Bozzano em Metapsíquica Humana) e Robert Touquet que praticamente dedicaram as suas existências a engendrar sofismas contra o Espiritismo?
            A leviandade sempre existiu em todas as épocas da humanidade, o fanatismo religioso, o julgar pessoas e causas as quais não conhece, tudo isto sempre fez parte da vida do homem.  O que precisa é que tenhamos coragem e não nos deixemos intimidar por causa desses presunçosos. O Quevedo por exemplo, se acha o máximo, se acha uma sumidade e se apresenta como doutor, só que em Teologia, que é uma das matérias mais fajutas do mundo, que não tem consistência porque é formatada à moda da casa que a escreve. Se acha o supra sumo na Parapsicologia, por exemplo, quando os grandes parapsicólogos da Europa e dos Estados Unidos dizem que ele envergonha a Parapsicologia.
           
Certamente soube do ocorrido com Clóvis Nunes, diretor do MovPaz, há um tempo atrás, onde foi preventivamente detido e logo após liberado por ter sido constatada a sua inocência. Tem alguma informação do ocorrido? Acredita em algum tipo de sabotagem ao trabalho do MovPaz?
            É algo para ser analisado com a inteligência, aliada a cautela. Assim que eu soube da notícia a primeira idéia que veio foi a de boicote. Todos os pacificadores do mundo foram vítimas de boicotes e Clovis, que trabalha muito  pela Paz, não poderia estar imune. Não estou dizendo que ele fez ou deixou de fazer aquilo que foi acusado, só que eu, conhecendo a sua inteligência, acho difícil demais que ele tenha feito, porque não condiz com a lógica de um homem de tamanha inteligência. Só que alguns que não gostam dele aproveitaram o momento para empurrá-lo mais para o buraco.
            O mesmo aconteceria comigo, caso surgisse tal boato envolvendo o meu nome, não tenha a menor dúvida.           
Vivenciou algum fenômeno mediúnico que o marcou bastante desde sua adesão ao Espiritismo? Que tipos de fenômenos pôde observar de perto ?
            Com Carlos Bernardo Loureiro em Salvador, vi coisas de arrepiar cabelos de carecas. Vi também com Edson Queiroz, vi coisas na Pineal Mind, com o Serginho Felipe, vi mediúnica realizada no curral com todos os animais, inclusive quase 200 vacas, se aproximando do trabalho, sem que ninguém chamasse, hoje vejo o belo trabalho da ASSEAMA, dedicado aos animais, em São Paulo… iiiiihhh, é coisa demais. 
O que pensa da reação de alguns internautas e telespectadores fundamentalistas quando leva padres e pastores médiuns em seus programas de televisão ?
            Fanatismo religioso, doença religiosa, incômodo com a possibilidade de ver os seus conceitos equivocados jogados de ladeira abaixo.
Poderia narrar sobre o novo canal de comunicação batizado  Grupo Espírita Virtual, acessível a todos os interessados pela internet, no endereço
            É uma experiência nova que está dando certo demais. É uma opção de centro espírita para quem não pode ou não quer freqüentar o centro espírita tradicional. Muita gente não sabe ainda, outros sabem mas tem dificuldade de acessar o link, mas a tendência é aquilo pegar mesmo, pra valer. O bom do GEV é  não ter censura, permitir que todas as pessoas falem, sem restrições, até mesmo pessoas que pensam diferente, porque nos dá possibilidade de trocas de idéias.
Por fim, poderia enviar uma mensagem aos leitores do blog Luzes do Bem e do Almateca ?
            Apenas sugerir àqueles que já estão no Espiritismo para que tenham cuidado com determinadas lideranças que tem por aí, não no que diz respeito a problema de conduta moral, porque não é isto, e sim em relação à presunção e sobretudo aos entendimentos equivocados e estacionados que muitos tem acerca do Espiritismo.
            Agradeço pela atenção e pelo carinho de vocês,Alamar.   
Posted: 31 Mar 2014 11:04 AM PDT


Queridos
leitores, nosso entrevistado de hoje é o Sr.Guy Lyon Playfair, que nos
concedeu entrevista via email diretamente de Londres, onde reside.

Deixamos nosso sincero agradecimento pela
entrevista, seu trabalho assim como o a Sociedade de Pesquisas Psíquicas
merecem ser de amplo conhecimento, este foi o objetivo do post, que muito nos
honrou, uma oportunidade de divulgarmos não apenas estudos sérios feitos no
país, mas além, pois é uma questão de interesse global.

Mr.Playfair viveu no Brasil desde 1961, onde trabalhou
como repórter free-lancer, fotógrafo e tradutor para diversas
revistas britânicas e brasileiras, entre as quais a “The
Economist”, a “Time”, “Associated Press”,
“McGraw-Hill World News” e outras.
De 1967 a 1971 trabalhou
no Departamento de Imprensa da U.S. Agency for International
Development
, na cidade do Rio de Janeiro. Nesta cidade, em 1972,
interessou-se pela pesquisa psíquica, ao ser convidado, por um amigo, para
assistir a uma sessão de cirurgia espiritual através do médium Edivaldo
Oliveira Silva. As impressões registradas nessa época foram publicadas na sua
primeira obra The Flying Cow (1975).Em 1973 mudou-se
para São Paulo, dedicando-se à pesquisa de fenômenos
de poltergeist, reencarnação e mediunidade, junto ao engenheiro
e parapsicólogo brasileiro Hernani Guimarães Andrade, no Instituto
Brasileiro de Pesquisas Psicobiofísicas (IBPP). Em sua segunda obra, The
Indefinite Boundary
 (1976), também registra as suas experiências com
os fenômenos paranormais no país.
De volta
à Grã-Bretanha, escreveu The Cycles of Heaven (1978),
passando um ano a investigar, juntamente com Maurice Grosse, o
poltergeist “Enfield”, como documentado em This House is
Haunted
 (1980).
Pesquisas subseqüentes em dois diferentes
campos levaram-no à publicação de The Haunted Pub Guide e
de If This Be Magic
, uma pesquisa sobre o hipnotismo (ambos
em 1985). O resultado de sua pesquisa com Uri Geller encontra-se em The
Geller Effect
(1986).
Após publicar dois outros livros de conteúdo
não-psíquico, retornou ao tema em 2002 com a publicação de Twin
Telepathy
, trabalho que conduziu a experimentos bem-sucedidos exibidos
pela televisão (Richard and Judy, 2003, e também na Discovery’s
Miracle Hunters
 e National Geographic’s Naked Science).
Seu livro
mais recente é Chico Xavier, Medium of the Century (2010), seus
livros já foram traduzidos para quinze idiomas. Também tem numerosos artigos
publicados em revistas de diversos países, assim como trabalhou como
pesquisador e consultor em numerosos programas de rádio e de televisão. É
membro da Society for Psychical Research desde 1973, com a
qual contribui com diversos artigos para o seu jornal e revista, tendo sido
eleito para o seu Conselho em 2004.
ENTREVISTA
COM GUY LYON PLAYFAIR DA S.P.R.
Como o
senhor define a SPR?
É a mais
antiga organização de seu tipo, fundada em 1882 e ainda existente, tem cerca
de 800 membros em todo o mundo, incluindo vários no Brasil. Seu objetivo era,
como ainda é, como inicialmente previsto – “. Para examinar sem
preconceitos ou preconceito e com espírito científico Essas faculdades do
homem, real ou suposta, Que parecem ser geralmente reconhecido inexplicável em
qualquer hipótese.
Quais são as
áreas de atuação da SPR? Envolve estudos estrangeiros (fora da Europa) também?
Nossos
membros estudam os fenômenos de qualquer país e de qualquer área científica,
principalmente nos campos da psicologia, biologia, física e antropologia. Os
membros são livres para estudar qualquer assunto, mas gostamos dos aspectos
históricos, experimentais ou teóricos.
Analisando a
História do Espiritismo e da Pesquisa Psíquica desde 1850, vemos que os
pioneiros desse campo de estudos foram sistematicamente atacados, seja por
cientistas, seja por religiosos, seja por filósofos,
quando
tornaram pública suas posições, foi assim com Robert Hare, Allan Kardec,
William Crookes, Oliver Lodge, Ernesto Bozzano, Charles Richet e etc. O senhor
acha que o preconceito diminuiu dessa época para hoje? O senhor já foi alvo de
preconceito por conta de suas pesquisas ? Como a SPR lida com
estas
questões ?
O
preconceito é o mesmo que sempre foi contra novas ideias radicais que ameaçam
a ordem estabelecida. As pessoas já não são presas ou queimadas vivas, como
Giordano Bruno e Galileu, mas a mesma mentalidade de seus perseguidores ainda
está conosco. O SPR não expressar opiniões coletivas ou corporativas – Os
membros individuais podem reagir se assim desejarem. Quanto a mim, eu escrevi
várias críticas dos críticos, por exemplo sobre www.skepticalinvestigations.org
e no meu blog:www.whitecrowbooks.com
Poderia
falar da importância e da contribuição de grandes nomes da Pesquisa
Psíquica,como: William Crookes, Oliver Lodge, Ernesto Bozzano,
Myers e
Flammarion ?
Crookes e
Lodge foram pioneiros importantes no estudo de ambos os fenômenos físicos e
mental. Flammarion e Bozzano ajudaram a estabelecer a pesquisa psíquica na
Itália e França, enquanto Myers permanece O pesquisador proeminente de todos
os tempos, a par do tanto originais sua pesquisa e pelo seu trabalho clássico
“Personalidade Humana e sua Sobrevivência de morte corporal “(1903).
Como está,
atualmente,  composto o acervo da S.P.R ? Tecnologias modernas como
câmeras de visão noturna têm ajudado nas pesquisas de fenômenos de alta
complexidade que ocorrem,com maior frequência, na escuridão como
Materializações, Transporte de Objetos em ambientes fechados e movitação de
objetos(telecinesia) ? Existe material ou materiais confidenciais na SPR
ou todos são divulgados para o público?
Estão disponíveis para
qualquer pesquisador que tenha interesse neles.
Na maior parte do arquivo
SPR está disponível para o público em seu escritório em Londres ou qualquer em
Cambridge University Library. Quanto à tecnologia moderna, não temos uma
coleção núcleo, mas alguns de nossos membros fazem uso da tecnologia moderna
ao estudar casos espontâneos.
No site da
S.P.R há um espaço para reportar experiências, quais são as experiências que a
SPR mais recebe e como é feito o trabalho após a constatação de algum
fenômeno?
Os
relatórios mais comuns são provavelmente de poltergeists e casas assombradas.
A maior parte deles, mas não todos, têm explicações regulares. Tentamos
publicar as contas dos mais interessantes em nossa revista ou newsletter
(Paranormal Review).
Quais as
novidades e avanços na pesquisa psíquica do Século XIX até hoje e quais
aspectos da pesquisa psíquica têm avançado mais ?
Provavelmente,
o trabalho teórico relacionado com os novos avanços na teoria quântica, os
fenômenos psi Que está sendo mais aceito. De fato, a física moderna está se
tornando mais “paranormal” o tempo todo.
No Brasil,
houve e há uma grande quantidade de médiuns alguns tão notáveis
quanto Daniel Dunglas Home, entre os quais: Francisco Peixoto
Lins(Peixotinho), Carmine Mirabelli, Ana Prado, Otília Diogo, Yvonne do
Amaral Pereira e Francisco Cândido Xavier(Chico Xavier), a S.P.R teve
contato com médiuns brasileiros ? Como o sr. Define o papel do Brasil na questão
de fenômenos espirituais?
Sim, eu
escrevi todas as pessoas, exceto sobre Y. Pereira. Houve um monte acerca de
Mirabelli na década de 1930 e eu conheci e pude entrevistar três de seus
filhos como eu descrevi em meu primeiro livro A Vaca Voadora (1975). 
Chico Xavier
é hoje reconhecido como um dos médiuns notáveis
​​do século 20. Eu
escrevi recentemente em meu blog sobre a Anna Prado em www.whitecrowbooks.com
/ blogs
Há, dá sua
parte, interesse maior por qual temática na linha de estudos da S.P.R?
Meus
principais interesses no momento são poltergeists e as relações entre gêmeos
telepáticas, que só recentemente a sério começou a ser estudada, por um dos
nossos membros, o professor Adrian Parker, com o apoio do SPR.
O senhor
teve contato com a obra de Allan Kardec e o que pensa a respeito ?
Sim, eu
estou familiarizado com Kardec e sua posição de destaque no estudo da
mediunidade, que ele foi um dos primeiros a fazer.
O senhor
teve contato com as obras do Ian Stevenson no tocante a seus estudos em
Reencarnação? O que pensa a respeito ?
O trabalho
de Stevenson foi muito importante no estabelecimento de reencarnação como um
campo próprio de estudo científico, iniciado por Gabriel Delanne, cujo pai foi
um dos colegas de Kardec. Hoje, sua pesquisa está continuando especialmente
pelo Prof. Antonia Mills no Canadá e Prof.Erlendur Haraldsson na Islândia,
ambos que receberam recentemente o apoio financeiro da SPR.
O senhor
trabalhou, durante 3 anos, no I.B.P.P – Instituto Brasileito de
PesquisasPsicobiofísicas, juntamente com Hernani Guimarães Andrade, como foi a
sua experiência nesse período no Brasil, no que se refere a pesquisa
psíquica ? Como foi trabalhar com Hernani Guimarães Andrade?
Trabalhar
com Hernani e o IBPP foi uma grande experiência. Ele foi o tutor perfeito e eu
devo a ele uma enorme dívida de gratidão. Eu fiz o meu melhor para torná-lo
mais conhecido além do Brasil. Seus muitos livros são tão importantes quanto a
grande quantidade de pesquisa original que ele fez especialmente para
poltergeists e reencarnação.
Em 2010, o
senhor escreveu o livro “Chico Xavier: O médium do século”. Teve
oportunidade
de
encontrá-lo ? Poderia nos falar um pouco do livro que escreveu?
Sim, o encontrei em 1983 e fiquei muito
impressionado. Fiquei contente de ajudar a torná-lo mais conhecido para os
leitores ingleses e continuo a fazê-lo. Este seria um mundo melhor se houvesse
mais pessoas como ele.
Durante suas
pesquisas ao longo da vida, teve algum fenômeno que o marcou bastante? Conte-nos
como se deu?
Houve
vários. Minha primeira experiência de fenômenos poltergeist foi inesquecível.
Também observando Luiz Antonio Gasparetto desenho em transe era
fascinating.Minha primeira experiência de “cirurgia psíquica” com o
médium Edivaldo Oliveira Silva também foi muito dramático. E trabalhar com Uri
Geller foi um verdadeiro prazer e cheio de surpresas.
O que
a SPR pensa sobre as chamadas EQM – Experiências de Quase Morte? 
O SPR não
expressa opiniões coletivas – todos os membros têm suas próprias opiniões. Nós
temos dois membros, o Dr. Peter Fenwick eo Dr. Penny Sartori que estudaram o
NDE (EQM) com cuidado e livros sobre o assunto escritos.
Fazendo uma
análise comparada em todos os aspectos da pesquisa psíquica e seus
fenômenos, sejam os mediúnicos, telepáticos, Experiências Fora do Corpo,
lembranças reencarnatórias, fenômenos de xenoglossia, escrita
mediúnica(psicografia), psicofonia, materializações, poltergeist, etc. A que
conclusão o senhor chega em relação ao fenômeno da morte? O que é a morte
para o senhor?
Pretendo
investigar a vida após a morte, se e quando eu chegar lá, o que eu acho que é
mais provável que não. Por agora, estou mais preocupado com a vida antes da
morte!
Em
relação ao ectoplasma, há novos estudos sobre o assunto?
Sim,
no círculo Felix na Alemanha, onde o meio Kai Muegge vem produzindo o que se
parece com ectoplasma genuíno. Dois dos nossos membros foram capazes de vê-lo
em ação e filmá-lo. Felizmente, Muegge é muito cooperativo com pesquisadores e
tenho certeza que vamos ouvir mais sobre ele.
Qual sua
opinião acerca da mediunidade?
Minha
própria experiência com a mediunidade tem sido bastante negativa. O problema é
que os melhores parecem tornar-se superstars de televisão que estão
interessados
​​em ganhar
dinheiro, mas n
ão em pesquisa. Houve exceções, mas este
é um assunto
que eu preferiria ser estudado por outros. Eu conheci alguns bons médiuns,
especialmente os curandeiros, mas eles foram as exceções.
O senhor
poderia deixar uma mensagem aos leitores do blog e site?
 Espero que
os leitores pensem em se tornar membros da SPR, onde vocês serão muito
bem-vindo. Podem encontrar mais detalhes em nosso site www.spr.ac.uk

Posted: 08
Apr 2014 07:39 AM PDT

Richard Simonetti nos atendeu prontamente para esta entrevista, assim como
também atende a todos, ciente do papel que tem para a divulgação espírita, se
desdobra em atividades, e desse contato de anos temos a grata oportunidade de
apresentar aqui no blog e igualmente no site do Almateca uma parcela de seu
trabalho.

Natural de Bauru, o expositor espírita tem percorrido todos os Estados
brasileiros, em centenas de cidades, e também outros países, como Estados
Unidos, França, Suíça, Itália e Portugal.

Articulou, em 1973, o movimento inicial de instalação dos Clubes do
Livro Espírita, que prestam relevantes serviços de divulgação em centenas de
cidades.
ENTREVISTA COM RICHARD SIMONETTI
 Como se deu o primeiro contato
do senhor com o Espiritismo?
           Creio que foi no Mundo Espiritual, porquanto desde que me entendo por
gente sinto, mais do que aprendo, o alcance dos princípios espíritas. Ajudou
também o fato de ter nascido em lar espírita.
O senhor tem 56 livros publicados, alguns
deles com versões em inglês, francês e italiano. Quando e
como iniciou a escrever livros? 
           
Em 1963 escrevi um artigo para a revista Reformador. O doutor Wantuil
de Freitas, presidente da Federação Espírita Brasileira, responsável pela
revista houve por bem dar-me uma colher
de chá, publicando-o. Ele é o culpado por estar eu a azucrinar os
leitores com convulsões literárias.
 O senhor escreve
regularmente para periódicos espíritas de projeção nacional – Reformador,
Revista Internacional de Espiritismo, Folha Espírita. Os artigos são pautados
de suas observações em relação ao Espiritismo e também de suas próprias
experiências?
           
Você é médium? Adivinhou o
que eu ia responder. Acrescentaria apenas que há sempre sugestões de amigos
espirituais, nos domínios da inspiração.
Em seu livro
“Reencarnação Tudo que você precisa saber” apresentando partes de ciência,
filosofia e religião, assim como algumas indagações no tocante família,
sexualidade, clonagem, Velho Testamento, hipnose, clonagem, inseminação
artificial, terapia de vidas passadas, casamento, homossexualismo, aborto,
suicídio, esquecimento do passado, etc. Como o senhor avalia a reencarnação
presente na Bíblia, pois há um debate antigo se há ou não na Bíblia
passagens sobre o tema?
            
No Novo Testamento há
passagens muito claras dando-nos conta de que a primitiva comunidade cristã
aceitava a reencarnação.  Destaco isso no livro. Não há como furtar-se a
ideia de que os discípulos estavam referindo-se à reencarnação quando perguntaram
a Jesus sobre um cego de nascença, se fora ele ou os pais que haviam pecado
para ele nascer assim.
Na obra “Rindo e
refletindo com Chico” e “Rindo e Refletindo com Chico 2” o que é
abordado?
Como todo Espírito
superior em trânsito pela Terra,
Chico
fazia observações muito sábias e, não raro, bem humoradas sobre as coisas da
Vida. É como base nelas que desenvolvi os dois livros.
O Evangelho Segundo o
Espiritismo e obras de Allan Kardec nos mostram a importância do
autoconhecimento, o senhor também escreveu livros que buscam levar ao
autoconhecimento, poderia destacar quais são as principais obras, de sua
autoria?
   
  Livros são como filhos amados, que
dão muito trabalho, mas muita satisfação. Seria difícil destacar um deles. Não
obstante, pelos benefícios que tem oferecido, do que me dão conta os leitores,
destacaria Quem tem Medo da Morte?, pleno de esclarecimento e conforto
para os que enfrentam a morte de um ente querido; Uma razão para viver, um
livro de iniciação espírita, abordando temas que interessam às pessoas que
procuram ajuda no serviço de atendimento fraterno, no Centro Espírita; Depressão,
uma história de superação,
um romance com informações sobre as causas de
depressão e com orientações para que seja superada, à luz do Espiritismo.
A questão da culpa em
casos de aborto, uso de drogas e outras situações graves acabam prejudicando
ainda mais as pessoas que a carregam, quadros obsessivos podem ser iniciados
através da culpa. Como o senhor avalia a culpa, como não carrega-la como
fardo?
            
O sentimento de culpa é altamente benéfico, a partir da consciência de
que fizemos algo de errado. O desafio está em superá-lo não com a fuga na
inconsequência, nas drogas, mas com o sincero propósito de reparação.
E não há melhor recurso para isso do que a prática do Bem. É algo
matemático. Um valor menos um (o mal), pode ser eliminado com um valor mais
um
(o Bem). É mais ou menos isso que Simão Pedro quer dizer em sua
epístola, quando proclama que o amor cobre a multidão dos pecados.
           
O trabalho de divulgação é fundamental, pois
permite que as bases do Espiritismo sejam difundidas, o senhor acredita que no
Brasil e fora tem crescido a compreensão sobre o que de fato é o Espiritismo,
vezes confundido com religiões outras ou que há a presença de rituais?
         
  
O ato de adoração é um ato do coração, um assunto pessoal entre nós e o
Criador, como propõe Jesus à mulher samaritana. Na medida em que tem melhorado
o nível cultural do movimento espírita essa proposta tem sido bem
compreendida, eliminando-se práticas exteriores que remetem às religiões
tradicionais.
O tema morte é
recorrente na doutrina, qual a opinião do senhor em relação à morte, a
comunicação com desencarnados e até a utilização de comunicações em processos
legais no Brasil?
            
  O contato com o mundo espiritual é básico, o aspecto sagrado
do Espiritismo, com um inigualável manancial de consolo para os que vivenciam
a morte de um ente querido. Quanto à influência de mensagens dos mortos no
andamento de processos judiciais, fica por conta da fidelidade do médium e o
arbítrio do juiz.
A Revista Super Interessante publicou
matéria sobre o estimado Francisco Cândido Xavier, na qual mencionou por
exemplo: “Ele dizia que não escolhia os espíritos a quem atenderia, só via
fantasmas e ouvia vozes. Mas parecia ser o escolhido por celebridades do céu.
Cruz e Souza, Olavo Bilac, Augusto dos Anjos e Castro Alves lhe ditaram versos
e prosa.”De acordo com material encontrado na internet verificamos que o sr
respondeu a revista, afirmando entre outras coisas a relevância do trabalho de
Chico e também teceu comentários sobre trechos da matéria, como esta:
“Uma pérola de
ignorância jornalística está na referência sobre materialização de Espíritos:
“seria necessário produzir um total de energia duas vezes maior do que é hoje
produzido pela hidroelétrica de Itaipu por ano, segundo os cálculos feitos por
especialistas exibidos por reportagens sobre Chico nos anos 70.” Seria
superinteressante a repórter ler sobre as pesquisas de Alfred Russel Wallace,
Oliver Joseph Lodge, Lord Rayleigh, William James, William Crookes, Ernesto
Bozzano, Cesare Lombroso, Alexej Akzacof e muitos outros cientistas
respeitáveis que estudaram o fenômeno da materialização e o admitiram. Leia,
também, sobre quem eram esses cientistas, para constatar que não agiam levianamente
como está na revista. “ fato que ocorreu também com a Revista Veja, onde
ponderou sobre a obra de Chico Xavier, Nosso Lar.”
Na sua opinião a
imprensa de um modo geral ainda teima em elaborar matérias sem qualquer
aprofundamento e seriedade no que tange ao Espiritismo ou personalidades do
Espiritismo?
            
Infelizmente, sim. E isso põe em dúvida tudo o mais que a imprensa
pública. Se em revistas de destaque como Superinteressante e Veja encontramos distorções em torno do que
conhecemos, que garantia temos de que não estejam distorcendo o que não
conhecemos? Isso é muito grave, comprometendo a credibilidade jornalística.
O CEAC Centro Espírita
Amor e Caridade desenvolve quais atividades de assistência? Como funciona?
            
                 O CEAC é
uma das maiores organizações espíritas da atualidade. No campo doutrinário
temos editora, livraria, biblioteca, jornal, rádio e televisão web, cursos de
espiritismo e mediunidade, seis sessões públicas semanais, oitenta e nove
grupos mediúnicos. No campo filantrópico há a uma creche, albergue noturno,
atendimento de população de rua, seis núcleos de assistência familiar com
acompanhamento escolar e cursos profissionalizantes, grupos de assistência a
hospitais, cursos de atendimento à gestante… Atendemos, no conjunto, perto
de 25 mil pessoas anualmente.
O livro “O HOMEM
DE BEM” , uma obra em Comemoração aos 150 anos do Evangelho Segundo o
Espiritismo, é sua mais recente obra. De acordo com Kardec O verdadeiro homem de
bem é o que cumpre a lei de justiça, de amor e de caridade, na sua maior
pureza. Se ele interroga a consciência sobre seus próprios atos, a si mesmo
perguntará se violou essa lei […] se desprezou voluntariamente alguma
ocasião de ser útil, se ninguém tem qualquer queixa dele; enfim, se fez a
outrem tudo o que desejara lhe fizessem. O que o senhor pode nos comentar a
cerca do livro?
           
O livro tem dois objetivos: comemorar os 150 anos de lançamento de O Evangelho segundo o Espiritismo e
tecer comentários em torno de um tópico de Kardec, no capítulo 17, onde ele
fala das características que identificam um homem de bem. Meu livro é um
desdobramento desse texto.

Na opinião do senhor os centros espíritas devem manter as reuniões mediúnicas
abertas ao público? Pergunto, pois a maioria realiza ainda envolvendo apenas
as pessoas que trabalham nos centros e alguns convidados – estaria aí a
oportunidade de levar ao conhecimento público como ocorrem as psicografias,
psicofonias por exemplo?
                        
Em O Livro dos Médiuns, quando
trata do método, Kardec enfatiza que em suas reuniões mediúnicas não permitia
o ingresso de pessoas não familiarizadas com o processo mediúnico. E acentua: assim fazia consciente de que se essas
pessoas comparecessem estariam perdendo seu tempo e nos fariam perder o nosso.
Qualquer estudioso de mediunidade sabe da inconveniência de realizar
sessões abertas. Ninguém está impedido de participar, desde que se prepare
convenientemente. Temos um curso de dois anos no CEAC. No primeiro, estudo da
Doutrina em seus temas básicos. No segundo, estudo da mediunidade. Ao final do
segundo ano, os participantes passam a compor um grupo mediúnico.
Sabemos que trabalha
com vários grupos mediúnicos e diversos médiuns, como é lidar com tantos
grupos mediúnicos? Há um sistema de trabalho específico para cada um deles
junto aos mentores?
 Há um regulamento geral a ser observado
por todos os grupos, que com o tempo definem um tipo de atividade, de acordo
com a disponibilidade mediúnica: psicografia, atendimento a Espíritos
sofredores, desobsessão, receituário… Periodicamente há uma reunião de todos
os dirigentes para debater o andamento das reuniões.
De acordo com a sua experiência
em reuniões mediúnicas, já se deparou com casos explícitos ou não de animismo?
Como identificar quando ocorre uma grande influência do médium a ponto de
anular a comunicação? Como reduzir a ocorrência de tais eventos? Que fatores
mais influenciam na sua ocorrência?  
O animismo faz parte do processo mediúnico.
Um bom médium terá pelo menos vinte por cento de animismo, já que ele não é
mero telefone. Capta o pensamento do Espírito e o transmite de conformidade
com seus recursos linguísticos. Em princípio o animismo é grande. Com o
desenvolvimento o médium irá se ajustando, aprendendo a transmitir com
fidelidade o pensamento do espírito, com o mínimo de interferência. Se isso
não correr competirá ao dirigente conversar com o médium, a ver se algum problema
particular não está interferindo no processo, o que costuma acontecer.
Ocorreu alguma situação
que o marcou bastante em alguma reunião mediúnica da qual participou e que
serviu para sedimentar ainda mais em você a importância dos trabalhos de amparo
a sofredores desencarnados?
            
 Há várias. Por exemplo, a ação de um Espírito que estava
empenhado em provocar o aborto em uma senhora, sob alegação de que o
reencarnante “passara na sua frente”. Ele deveria primeiro. Argumentei que o
aborto pode deixar sequelas e que talvez sua futura mãe, que tivera
dificuldade para engravidar, nunca mais concebesse. Fechando a porta ao seu
irmão, ele estava fechando-a para si também. O Espírito, emocionado,
compreendeu e afastou-se. A partir de então, não houve mais problema com a
gestante e a criança nasceu tranquilamente, sem complicações. Foi
gratificante.
Para finalizar, o
senhor pode deixar uma mensagem aos leitores do blog Luzes e site Almateca?
            
O Espiritismo é a mensagem mais importante concedida por Deus na
atualidade, explicando de forma racional e lógica os porquês da vida,
oferecendo-nos a benção mais preciosa: a segurança de viver. 
É preciso, entretanto, considerar que conhecimento implica em
responsabilidade. Seremos cobrados pelo bem não praticado, pelos
sentimentos negativos não vencidos, pelos vícios não superados, pelo Evangelho
negligenciado. Importante, portanto, que tenhamos cuidado, atentando à máxima
de Kardec, que deve orientar nossa existência: Reconhece-se o
verdadeiro espírita pela sua transformação moral e pelo empenho que empregue
no sentido de domar suas paixões.

Posted: 10 Apr 2014 08:20 AM PDT

 Dr.Ribamar Tourinho é sem dúvida um exemplo de humanidade.

Nos
mostra como nossa consciência opera desde os primeiros anos de vida, através
de seu trabalho seja junto a recém-nascidos ou em terapias.

Disponibilizamos ao final um vídeo para que vejam o que muito nos chamou a
atenção, em sua atuação com recém-nascidos e que permite franca reflexão.Deixamos
a ele nossos sinceros agradecimentos pela entrevista, gentilmente concedida
através de e-mail.

ESPECIALIDADES:

§ Formado
pela Faculdade de Ciências Médicas de Pernambuco;
§ Formação
em Programação Neurolingüística pelo Instituto de Ciências Neurolingüísticas
de São Paulo-SP;
§ Formação
em Terapias de Vivências Passadas (T.V.P.), pelo Instituto Nacional de
Terapias de Vivências Passadas (I.N.T.V.P.), São Paulo-SP;
§ Formação
em REIKI USUI SHIKI RYOHO;
§ Sócio
da Associação Brasileira de Psicologia Transpessoal, Belo Horizonte – MG;
§ Curso
Avançado de Mandala com Dr. Léo Matos, PhD 1998;
§ Curso
de Especialização em Psicologia e Psicoterapia Transpessoal com Dr. Léo Matos
– PhD;
§ Desenvolve
Pesquisa Científica sobre o relacionamento e sensibilidade dos Recém –
Nascidos no berçário da Maternidade Evangelina Rosa, Teresina-PI.


Médico e
Psicoterapeuta, Dr. Ribamar Tourinho é referência nacional na área do Reequilíbrio do Emocional com
técnicas da Psicologia Transpessoal e PNL. Tourinho contabiliza mais de
dez mil sessões e inúmeras palestras, seminários e aulas por todo o país,
América Latina, França e Portugal sobre sua especialidade. É autor de livros,
dvds, cds e artigos sobre o tema; célebre pelas Oficinas VIDA IDEAL, que
acontecem no ESPAÇO V.I.D.A. que tem por objetivo despertar o poder de
superação do Ser em experiências adversas.
ENTREVISTA com Dr. RIBAMAR TOURINHO
Dr. Ribamar, o senhor tem larga experiência em Terapias de Vivências
Passadas (T.V.P.), qual o papel fundamental da chamada T.V.P. na sua opinião?
Como define a T.V.P.?
A Terapia Regressiva de Vivências Transpessoal é
um recurso terapêutico na linha das terapias de orientação transpessoal que
tem como metodologia de trabalho a regressão de memória consciente, aplicada
exclusivamente para fins psicoterápico, ou seja, para remover as causas dos
sintomas patológicos, atenuar ou modificar padrões perturbados de
comportamentos e promover o crescimento e desenvolvimento positivo da
personalidade do assistido, no sentido holístico.
 Para
quem não conhece, como define a Psicoterapia TRANSPESSOAL?
É uma
tecnologia moderna, progressista, que estuda e trata o homem em sua totalidade
sendo basicamente intercultural e, assim, dedica-se à compreensão de outras
culturas de todos os tempos com suas várias abordagens (psicológicas, religiosas,
médicas, etc…) em relação à vida
. Quais os
benefícios? Como a TVT é multicultural e multidisciplinar, como o
Kardecismo, ela tecnicamente pode alcançar e solucionar todas as nossas
pendências de vidas passadas que é a causa de todos os nossos males e doenças.
Qual sua
visão sobre o Espiritismo? Acredita haver, por sua experiência a possibilidade
dos relatos de vidas passadas ser apenas construções mentais, como alguns
afirmam?
O
espiritismo, que eu prefiro denominar Kardecismo por nos dar uma conotação não
só filosófica mais igualmente científica o qual é excluída na prática pelo
espiritismo atuante, nos ensina cada fez mais, com fundamentos científicos, a
comunicação entre os mundos espirituais ou paralelos e a consciência da
imortalidade e eternidade do ser muito bem elaborado por Kardec nas suas
cinco obras que sustenta os fundamentos do Espiritismo. Nós vivemos em um
mundo de possibilidades, portanto existe a possibilidade do relato ou vivência
de vidas passadas ser uma construção criativa da mente humana, mas mesmo
assim, você, eu ou o paciente não tira de onde não tem, e mesmo essa invenção
é na essência a sua verdade que não está em outra pessoa senão nela própria e
influenciando e agindo como tal, causando suas dores e tormentos. É
vivenciando essas percepções visuais, auditivas, olfativas, gustativas ou
sinestésicas que o assistido se liberta e se cura do seu mal. Dr. Júlio Peres
que faz pesquisa científica na área da TVP, comprovou com pacientes em terapia
regressiva, monitorado por ressonância magnética, que a região do cérebro mais
ativada durante o estado hipnótico, era a região da memória; assim fica
provado que o investigado não estava criando, mas lembrando desse relato ou
vivência de vidas passadas.
 O senhor faz um brilhante trabalho com recém nascidos. Como surgiu a
ideia deste trabalho? Os recém nascidos sempre respondem as perguntas ou há
casos mais difíceis ou infrutíferos?
Tudo
começou porque os adultos, que vinham até nós para resolverem seus medos e
tormentos, encontravam muitas de suas causas na vida intrauterina e no momento
do nascimento, mesmo sem nem um conhecimento a respeito desses fatos.
E quando questionavam com
sua mãe e pai sobre essas vivências, seus pais as confirmavam como
verdadeiras. Como trabalhei por 35 anos como neonatologista na Maternidade
Dona Evangelina Rosa, passei, com toda a convicção, a conversar com os RN’S e
a pedir aos mesmos que me respondessem, se tivessem me ouvindo e me entendendo
que movimentasse seu braço direito, por exemplo; e 85% respondiam
positivamente, provando que os bebês sabem de tudo o que acontece ao seu redor
e imprimindo em sua memória positiva ou negativamente. A dificuldade em obter
as respostas acontecia com os RN’S nas primeiras 24h, provavelmente por
estarem sob o efeito da ocitocina, hormônio que ajuda na contração uterina e
que causa torpor tanto na mãe quanto no RN após o parto, ou quando eu estava
cansado e não convictamente envolvido ao fazê-los as perguntas. 
O senhor tem conhecimento do uso desta técnica de conversar com recém
nascidos em outras localidades?  
Com tanta clareza e evidências não.
Como médico o senhor sofreu ou sofre ainda algum preconceito por seu
trabalho? Poderia comentar a respeito?
Como é uma pesquisa inédita e como tudo que é novo
sofre desconfianças até mesmo por aqueles que nos conheciam mais de perto,
sim, mas paguei para ver. Com o passar do tempo e os resultados altamente
positivos e rápidos, passei a ser reconhecido pelos nossos pacientes e
colegas, que hoje nos encaminham os casos mais desafiadores.
O senhor realiza cursos, oficinas e palestras? Qual temática em sua
opinião é a mais procurada e qual seria a causa?
Os temas principais são depressão e medos com causas
em vivências passadas incluindo vidas pretéritas, vida intrauterina,
nascimento, infância, etc.
Como observa
o papel da medicina como uma ciência que nos dias de hoje aceita a
espiritualidade como meio de auxílio aos pacientes?
Aplausos a medicina que pelo menos no Brasil, está
na frente da Psicologia que ainda permanece preconceituosa com os mundos
paralelos, pluralidade das existências e o intercâmbio entre esses mundos. A
medicina já encampou a acupuntura que visa desobstruir canais invisíveis do
corpo emocional, uso de ressonância magnética para provar que o paciente, em
regressão de memória, ativa o centro da memória e não o da criatividade. É um
bom começo, embora tarde pela nossa timidez em falar mais sobre o Kardecismo.
Em relação aos bebês, o que o senhor diria aos pais que aguardam a
chegada de uma criança? A fase intrauterina tem qual importância no
desenvolvimento do ser humano?
Os pais e adultos tem muito que contribuir
com a transformação moral, intelectual e espiritual de nosso filhos-irmãos,
recém chegados a terceira dimensão, aproveitando o que o evangelho chama de “o
véu do esquecimento” que age no jovem desde a vida intrauterina até os 12
anos aproximadamente, intervalo esse que nós pais e adultos podemos
reprogramar nossas crianças positivamente a luz do evangelho e da sabedoria
universal, com frases e atitudes positivas de incentivo a superação dos
desafios, que a encarnação nos impõem.
Nós os recebemos na
maternidade, dizendo que sejam bem vindos a este planeta e que sua missão
seja de paz
. Que deixemos falar os nossos corações com amor! Usemos o véu
do esquecimento para livrar nossos filhos de repetir os erros do passado.
No site Espaço V.I.D.A. Dr. Ribamar Tourinho há uma oficina voltada a
pessoas que enfrentam dificuldades, seja com seus filhos na escola, no
trabalho, no lar ou na vida afetiva. Como são resumidamente essas oficinas?
A oficina VIDA IDEAL visa mostrar ao ser humano a
sua capacidade latente de se superar diante de situações adversas, só teremos
uma vida ideal quando nos tornarmos nossos próprios líderes, terapeutas e
mestres de nós mesmos.
Na opinião do senhor o autoconhecimento é uma questão de saúde também?
Por que?
 Autoconhecimento é tudo de bom e
solucionável, inclusive é um conselho muito antigo dos gregos o “conhece a ti
mesmo”, muito antes de Cristo. O porquê de sua eficiência é alcançar a causa
de suas limitações e doenças, que é única em cada ser humano, e só as
estratégias do autoconhecimento, diga-se terapia regressiva, pode fazê-lo. E o
local ideal para isso é a terceira dimensão onde estamos encarnados agora.
Aproveite a oportunidade e valorize esta vida para se tornar mais iluminado…
Em suas palavras, ainda divulgadas em seu site, há a seguinte
informação: “se existe um efeito tem que haver uma causa.”
Na medicina atual, trata-se o efeito, ou seja, busca-se a doença. Na
terapia da regressão, busca-se a causa para que seja eficientemente combatida,
causando efeitos positivos. Assim sendo, o senhor acredita que as causas podem
ser atemporais, ou seja, de outras vidas e se sim, isso ocorre na maioria dos
casos analisados pelo senhor?
Pelo menos na terceira dimensão, que é o mundo em
que vivemos, todo efeito tem que ter uma causa e é vivenciando a causa
(traumática), que permanece congelada na mente (espírito) da pessoa por tempo
indeterminado, é que se elimina o efeito indesejado, confirmando o que Jesus
orientou: “Conheça a verdade e a verdade vos libertará”; “Nada de oculto
ficará oculto para sempre” e “Confessai uns aos outros para que sareis”. A
causa de uma ou mais queixas do assistido pode está também na vida atual como
na vida intrauterina, no momento do nascimento, infância, adolescência e na
vida adulta, e que se trata com a mesma técnica, a TVT – Terapia de Vivências
Transpessoal, que é uma técnica aperfeiçoada por nós. Nós, humanos, estamos
experimentando a separação do “Joio e do Trigo” que Jesus nos informou que
viria nos finais da era da nossa civilização, e essa separação somos nós que
temos que fazer se quisermos ascender para a iluminação, que tanto buscamos,
pois temos que prestar conta até do último centíl. E a terapia regressiva é o
mais poderoso e eficiente instrumento de limpeza pessoal do nosso corpo astral
ou emocional (períspirito) que temos na atualidade. Faz-se maravilhas, “milagres”
com essa tecnologia de ponta!
Costumo dizer: A Terapia
de Vivência Transpessoal economiza reencarnação, pois me facilita resolver
várias pendências de inúmeras vidas passadas, tanto como vítima e também como
algoz, nessa minha vida atual.Lamento que muitos centros espíritas combatam
essa tecnologia moderna de auto cura, prestando um grande desserviço a
humanidade.
O senhor já teve contato com algum paciente que experimentou a chamada
EQM – experiência de quase morte? Qual sua opinião a respeito das chamadas
EQM?
Não!
Poderia deixar uma mensagem aos leitores do Blog Luzes e do site
Almateca?
Quero parabenizar esta brava equipe de parceiros pela brilhante ideia
de criar estes canais de comunicação e esclarecimento sobre a CIÊNCIA
Espírita. Aos milhares de leitores, peço que sejam multiplicadores desta obra
maravilhosa e sem preconceito. O conhecimento é que nos cura e nos uni a Deus.
Estamos no momento da separação do joio do trigo, isto é, nos despindo de
nossas “capas”, das “personas”, das experiências inacabadas do passado. Que
falem também os leitores, dos altos dos telhados, que coloquem sua luz e
sabedoria, sobre o mirante, que usem a rede eletrônica para distribuir esses
saborosos frutos a humanidade. Pense nisso, pense agora! AVANTE!!!
Posted: 02 Apr 2014 07:58 AM PDT

Nossa
entrevistada de hoje é a querida atriz Ana Rosa Corrêa, um ícone brasileiro da
dramaturgia, espírita, que nos acostumamos a acompanhar na televisão com seus
inúmeros papéis – é impossível não destacarmos a doçura que nos remete seja na
televisão, no palco ou nesta entrevista, gentilmente cedida para o blog Luzes
do Bem e site Almateca.
Deixamos
nossos sinceros agradecimentos não apenas pela entrevista em si, mas por todo
trabalho realizado.
ENTREVISTA COM ANA ROSA
CORREA

Ana, os
brasileiros se habituaram a vê-la como espírita, devido a participações em
filmes, e peças de teatro e depoimentos em
 outras entrevistas. Acha que em algum momento
sofreu algum preconceito em razão de sua declaração?


Não. Se houve,
nunca me dei conta.
Dos papéis
que fez envolvendo o espiritismo, há algum que lhe marcou?
Quase
todos. Cada um tratava de um determinado ponto dentro da doutrina espírita.
Mas sem dúvida foi o da avó de Patrícia em “Violetas na janela” que mais me
marcou.
Como se deu
seu primeiro contato com a doutrina espírita? É leitora de obras espíritas?
Meu primeiro contato com o espiritismo foi aos 13
anos. Li ‘Renúncia’, psicografado pelo Chico e ditado pelo Emmanuel. Hoje sou
leitora assídua, sim.
Em algumas
matérias cedidas afirmam que a senhora e tornou espírita após o desencarne de
sua filha e filho, mas em outras foi noticiado que já era espírita, qual das
versões está correta? Que mensagem poderia dar aos pais que perderam seus
filhos? 
Eu tinha 18 anos quando meu primeiro filho,
Mauricio, com um ano e dois meses, desencarnou, vitima de leucemia. Eu não era
espírita. Augusto César Vanucci (diretor da Globo, já falecido) me deu para
ler ‘O Evangelho Segundo o Espiritismo’.
Em 1977, gravando ‘O Profeta’ com o ator Carlos
Augusto Strazzer, (já falecido também) ele me aconselhou: Ana, vai lá no
centro com o Guilherme, as crianças, toma um passe, ouve uma palestra, é bom.”
Eu fui e aí nós começamos efetivamente a estudar. Foi lá que eu tive um
contato mais direto com as obras básicas de Allan Kardec: ‘O Evangelho’, ‘O
Livro dos Espíritos’, ‘O Livro dos Médiuns’, ‘O Céu e o Inferno’ e ‘A Gênese’.
 Posso dizer que a partir dai a gente se tornou espírita de carteirinha.
Minha filha Ana Luísa desencarnou em 1995 com 19 anos e, felizmente já éramos
espirita.
Como foi
trabalhar para o filme NOSSO LAR em conjunto com outro filme, sobre Chico
Xavier?
Me senti realizada. Além
de fazer o que sei e gosto que é representar, ainda por poder 
 passar a mensagem dos espíritos nessas obras.
Como foi
trabalhar no E a Vida Continua?
Foi muito
prazeroso. Direção segura, elenco ótimo com colegas muito queridos.
 Em 2005,
escreveu e publicou o livro Essa Louca TV e Sua Gente Maravilhosa, que revela
bastidores de gravações, como surgiu a ideia de escrever o livro?
Desde que comecei a fazer novelas em 1964 na
extinta TV Tupi, as pessoas tinham a curiosidade de saber como era um estúdio
de TV e sempre me perguntavam como acontecia uma gravação. Então tive a ideia
de escrever um livro sobre isso. Comecei a fazer anotações das gravações,
fatos pitorescos, passagens interessantes. Quando completei quarenta anos de
telenovelas, resolvi comemorar essa data com o lançamento do livro.
A senhora é a  atriz que fez o maior número
de novelas no Brasil. Com a participação em 54 produções, a recordista é um
ícone da televisão brasileira e constou do Guinness inclusive, chegou a pensar
que seus trabalhos em obras espíritas poderia lhe ser prejudicial, em se
tratando de sua carreira?
Cabe uma correção:
Hoje já participei de 59 novelas.
Sempre achei que em política, religião e
futebol cada qual tem sua escolha sem necessidade de alardes. Mas com o
sucesso de “Violetas na Janela” todo jornalista que me entrevistava,
perguntava se eu era espírita. Ora, alardear sem finalidade é uma coisa,
esconder é outra. Hoje não tenho o menor constrangimento em falar disso.
Como a
senhora observa o espiritismo no Brasil? Que obras indicaria aos leitores?
O Brasil, segundo Humberto
de Campos é a Pátria do Evangelho. E como tal, uma luz para o resto do mundo.
Os mais de 400 livros psicografados pelo Chico Xavier foram publicados em
vários idiomas. Divaldo Pereira Franco viaja até hoje pelo exterior proferindo
palestras. Temos vários médiuns conhecidos internacionalmente como João de
Abadia, só para citar um nome.
Livros, além das obras
básicas de Kardec, existe toda a série ditada por André Luiz, começando com
“Nosso lar”. Há romances como “Renúncia”. Tem “Violetas na janela” da Petit
editora, etc. Só eu tenho uma biblioteca com mais de 150 livros espíritas.
Para
finalizar, poderia deixar uma mensagem aos leitores do blog e site? 
Claro. Um
abraço a todos. Espero ter respondido satisfatoriamente as suas perguntas.
 Ana Rosa


Posted: 16
Apr 2014 08:27 AM PDT

Nosso
entrevistado de hoje, Oceano Vieira de Melo, é um dos mais admiráveis
pesquisadores e produtores de material audiovisual a respeito de
espiritualidade, proprietário da DVD Versátil Home Vídeo.



Natural de Alagoas e residente na capital paulista, Oceano nos concedeu
esta entrevista em meio a suas atividades de divulgação, sempre atuante, se
desdobrou em palestras, viagens e ainda o envio das respostas que postamos
abaixo.
Agradecemos pela oportunidade e o carinho demonstrado durante as trocas
de emails! Compartilhamos com vocês leitores um pouco das obras da Versátil
Home Vídeo e do entrevistado, boa leitura!
Entrevista Oceano Vieira de
Melo
Pesquisador e documentarista espírita
O senhor é um
grande divulgador da doutrina, com inúmeras obras, realizar os documentários é
tarefa difícil? Quanto tempo demora uma produção em média?
Documentar em
filme uma pessoa não é difícil, desde que se conheça bem sua vida e sua
importância. Usar a linguagem jornalística do fato e nunca endeusar o
biografado é fundamental para passar credibilidade. Geralmente dura de 6 a
8 meses para fazer um documentário. Se for filme, 2 anos.
   
Como é o
processo de edição, quais etapas envolve?
Primeiramente
se faz a pré-produção. Você junta todos as fontes confiáveis como livros,
revistas e jornais falando da pessoa. Depois faz o roteiro e o estilo que quer
seguir. Costumo roteirizar por década da vida do biografado, fica mais fácil
juntar fotos e vídeos da pessoa ou da história, se for o caso.
   
Como
aconteceu o contato do senhor com a doutrina espírita?
Assistindo o
programa jornalístico na antiga TV Tupi Canal 4 de São Paulo chamado Pinga Fogo
onde o entrevistado era Chico Xavier. 
Para quem
está iniciando o contato com o Espiritismo, que obras poderia sugerir, das que
produziu, para uma boa compreensão sobre o tema?
Começa com o
filme, Espiritismo – de Kardec Aos Dias de Hoje. Depois o Pinga Fogo com Chico
Xavier.
 
Como o senhor
observa a divulgação da doutrina no país?
Muito boa
mas, a quantidade não significa qualidade. É preciso ficar atento para
verificar as fontes. 
Como foi
dirigir o filme “E A Vida Continua”? Foi exibido em outros países?
Nós
fizemos a produção e o pós-produção. A direção e roteiro do filme E A Vida
Continua… foi do Paulo Figueiredo. Fora do Brasil o filme foi exibido apenas
em Lisboa, Portugal em um Festival de Cinema do Idioma português.
Como surgiu a
ideia de construção de um acervo de som e imagem sobre o desenvolvimento do
Espiritismo no Brasil ?
Por pura
paixão pelo assunto usando de tecnologias disponíveis.
 
Na Versatil
Home Video, o público pode encontrar todas as suas produções?
Sim, mais
sugiro digitar meu nome completo nos sites das Livrarias Cultura, Saraiva e
Submarino. Lá tem todos nosso filmes.
Há alguma
obra a ser lançada ou em fase de produção?
Sim, o
documentário NO LAR DE CHICO XAVIER – PROVA MATERIAL DA IMORTALIDADE
Pensa em
realizar ou já realizou documentários sobre outros grandes nomes do espiritismo
como: Ernesto Bozzano, William Crookes, Paul Gibier e Flammarion que assim como
Kardec foram exemplos de coragem e independência ao afirmarem a imortalidade da
alma ?
Não. Esses
cientistas não eram nem ficaram espíritas. Conheço suas vidas mas não
alcançaria o objetivo de divulgação como pretendo. Prefiro ficar com os nomes
de espíritas brasileiros, pois eles se doaram mais ao Espiritismo.
   

Durante as
suas produções ja  pôde captar pelas, câmeras ou outros meios, algum
fenômeno espiritual ?  Se sim, pode nos falar a respeito?
Não e ainda
bem. Qualquer fenômeno psíquico deixa dúvidas nas pessoas e comentários
maldosos de quem não entende do assunto. Prefiro que espíritos adepto de
fenômenos procure outra pessoa para se exibir diante das
câmeras.    

Manteve
contato com a espiritualidade sobre suas produções e a tarefa de divulgação ?
Recebeu apoio direto dos Espíritos nesse sentido?
Diretamente
não. Acho que recebo via sugestões, pois não tenho méritos para realizar o que
faço.
    

Percebemos
que procura sempre divulgar grandes nomes do espiritismo nacional como Cairbar
Schutel e Bittencourt Sampaio. Pode nos falar desses grandes nomes do passado e
da importância de seus trabalhos para os tempos atuais ?
Sou de
opinião que os espíritas deveriam saber sobre os pioneiros que perceberam a
maravilha que é o Espiritismo. Eram homens instruídos e inteligentes. São nomes
que honram nossa doutrina. 
Posted: 14
Apr 2014 10:06 AM PDT
CINTIA ALVES DA SILVA

Doutoranda e mestra em Linguística e Língua Portuguesa pela Faculdade de
Ciências e Letras da Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho”
(UNESP), campus de Araraquara (SP), Cíntia Alves da Silva é autora de uma
importante dissertação que une ciência e religião: As cartas de Chico
Xavier: uma análise semiótica
.
Seu objeto de estudo – as cartas psicografadas pelo médium mineiro –
envolve uma análise criteriosa do processo de construção dos autores
espirituais, com base na coerência dos fatos relatados. Atualmente, dedica-se à
tese de doutorado intitulada A prática da
psicografia: enunciação e memória em relatos de experiência mediúnica
, um estudo mais amplo da psicografia como prática semiótica.
Agradecemos pela entrevista, cedida prontamente e pela amizade que se
iniciou com a publicação de um outro post sobre sua obra, post que foi
utilizado em seu trabalho, junto com outras matérias em que o estudo foi
citado. Desejamos sucesso nas novas empreitadas e na divulgação!
Entrevista com Cintia Alves da Silva
Como se deu a escolha do tema para sua dissertação de mestrado,
Cintia?
Escolhi o tema da minha dissertação de mestrado a partir de uma série de
eventos que despertaram o meu interesse para a escrita psicográfica de Chico
Xavier. Citarei dois dos que considero mais decisivos. Em outubro de 2008, tive
a oportunidade de assistir um documentário sobre a vida do médium mineiro,
intitulado Chico Xavier Inédito: de Pedro Leopoldo a Uberaba, que
continha o depoimento da Dra. Marlene Nobre sobre uma pesquisa estatística
realizada pela equipe da AME-SP, sob coordenação de seu irmão, Paulo Rossi
Severino, a respeito do grau de precisão das informações presentes em cartas
psicografadas pelo médium entre as décadas de 1970 e 1980. Nesse documentário,
Dra. Marlene mostrava os resultados do estudo – posteriormente transformado no
livro A vida triunfa, nos anos 1990 –, que comparava dados presentes nas
comunicações psicografadas com aqueles citados em questionários preenchidos
pelas famílias dos mortos, e punha o material à disposição de quem quisesse
investigar o assunto. 
   A questão já havia me chamado a atenção meses antes, em
maio, quando tomei contato com uma notícia da Folha de São Paulo, acerca da
recém-criada Associação Jurídico-Espírita de SP – AJE-SP, a qual propunha uma
“espiritualização” do judiciário e defendia, entre outras práticas, o uso de
cartas psicografadas nos tribunais. A reportagem comentava, ainda, a existência
de quatro casos em que cartas psicografadas foram utilizadas como meios de
prova nos tribunais, mas não citava que se tratavam das cartas do médium Chico
Xavier e que os casos eram únicos no mundo. O meu espanto com essa informação
foi tamanho que cheguei a guardar o recorte de jornal com a notícia. Desde
então, comecei a buscar e organizar informações sobre os casos que envolviam a
escrita mediúnica de Chico Xavier. Mas não voltei a pensar seriamente sobre o
assunto senão no final desse mesmo ano, depois de ter recebido o que considero
um “convite” incomum – já que foi feito trinta anos antes! –, através do
depoimento da Dra. Marlene. Pesquisar sobre as cartas de Chico Xavier se
tornou, assim, um hobby para mim. Queria saber como a ciência poderia explicar
aquele fenômeno. Tantas perguntas – de natureza linguística, especialmente –
surgiam diante daquele material, reunido em cerca de uma centena de livros, que
não foi preciso muito tempo para que tomassem a forma de um projeto acadêmico.
Bastaram dois meses para que eu elaborasse a sua primeira versão, que foi
aperfeiçoada ao longo de 2009, quando submeti o projeto ao Programa de
Pós-Graduação em Linguística e Língua Portuguesa da Unesp de Araraquara. Desse
modo, oficialmente, a minha pesquisa teve início em 2010, tendo sido concluída
em 2012, sob orientação do Prof. Dr. Jean Cristtus Portela.
Qual foi o objetivo da dissertação?
A pesquisa
intitula-se As cartas de Chico Xavier: uma análise semiótica e seu
principal objetivo foi o de compreender o processo de construção das autorias
espirituais – ou “imagens” de enunciador – nas cartas “familiares” ou
“consoladoras” escritas pelo médium. Os objetivos específicos consistiam em
constatar se havia coerência na construção das autorias espirituais na obra
psicográfica epistolar de Chico Xavier, ao longo de períodos de tempo maiores
ou menores, e em que medida elas apresentariam marcas de autonomia ou
individualidade que nos permitissem distingui-las umas das outras. 
De modo
geral, ao lançarmos o olhar sobre o conjunto das cartas psicografadas por
Chico, é comum pensar que todas são muito parecidas entre si. Pretendi, com
esse estudo, compreender de que modo os autores espirituais se diferenciavam
uns dos outros, isto é, quais eram os traços que poderiam funcionar como uma
“digital” autoral para cada um deles. Vale ressaltar que esse foi o primeiro
estudo acadêmico sobre as cartas de Chico Xavier.
Em depoimento você diz que gosta da
psicografia, que se tornou objetos de seu interesse. Além das
psicografias de Chico, chegou a ter contato com as de outros psicógrafos?
Quais?
Não
cheguei a estudar a psicografia de outros médiuns, mas, como leitora, conheço a
produção psicográfica dos principais psicógrafos brasileiros, os que, pelos
muitos anos dedicados à mediunidade e à escrita de obras da literatura
espírita, consolidaram-se como referências para os adeptos e mesmo para os
simpatizantes do espiritismo. Penso que as produções psicográficas de médiuns
como Zilda Gama, Yvonne do Amaral Pereira e Divaldo Pereira Franco (que se
inserem predominantemente em outros gêneros textuais, como o romance e os
textos doutrinários) são impressionantes e, sem dúvida, merecem ser estudadas
em profundidade.
Como foi a experiência de
escrever um livro pela Unesp no qual aborda as psicografias de Chico Xavier?
Ter a
dissertação transformada em livro foi, para mim, uma grande surpresa, pois não
tinha a pretensão de publicar o estudo em outro formato. Queria que o texto
chegasse ao máximo de pessoas, de forma gratuita, de modo que todos os que
tivessem interesse na temática das cartas psicografadas pudessem ter livre
acesso ao estudo, sem serem privados da leitura por questões econômicas – o
dificilmente aconteceria se houvesse a publicação do texto por uma editora não
acadêmica, já que normalmente o texto integral seria indisponibilizado no banco
de teses da universidade e ficaria restrito à publicação impressa. Assim, a
proposta da Cultura Acadêmica, selo da Editora Unesp que integra a Coleção
PROPG Digital, surgiu como uma alternativa perfeita, que não restringia a
circulação do texto, mas a ampliava, por disponibilizar as obras em formato
digital, de e-book, e em formato impresso, pelo sistema de impressão sob
demanda. Desse modo, quem quisesse ler gratuitamente poderia baixar o e-book e
quem desejasse adquirir o livro poderia encomendar a edição impressa pelo site
da editora  
http://www.culturaacademica.com.br/catalogo-detalhe.asp?ctl_id=299 . 
É, ao meu ver, o sistema ideal para a publicação de pesquisas. A
publicação pela Cultura Acadêmica foi feita com a indicação da dissertação
através de um edital, em que o Conselho do Programa de Pós-Graduação em
Linguística e Língua Portuguesa selecionava as pesquisas mais representativas
da produção acadêmica daquele ano. Foi com muita alegria que tive o meu trabalho
selecionado para a publicação, entre os dois que foram contemplados com o
prêmio de reconhecimento por sua relevância no ano de 2012.
Qual a sua religião? Tem
conhecimento do espiritismo, como Kardec e outros autores? Destacaria algum em
especial?
Sou espírita
desde a minha adolescência. Além da codificação kardequiana, destacaria a
importância da obra psicográfica de Francisco Cândido Xavier, pela diversidade
e profundidade que o fazem, certamente, o principal continuador da obra de
Kardec.
Pelo contato que teve com
as cartas chamadas consoladoras, qual ou quais chamou mais sua atenção e por
que?
As cartas
familiares ou consoladoras chamaram a minha atenção, de modo geral, por serem
textos atribuídos a pessoas comuns, gente como a gente. Diferentemente de Parnaso
de Além-túmulo
e outras obras de Chico Xavier, “assinadas” por grandes
poetas e literatos, as cartas familiares eram atribuídas a mães, pais, cônjuges
e filhos, das mais diferentes faixas etárias e perfis sociais. De crianças a
velhos, do homem anônimo ao notório, a variedade lexical e discursiva presente
nas cartas de Chico Xavier é inegável.
E, apesar
de tantas variações, era impossível não notar algo comum entre todas as cartas,
um traço que fazia com que todas parecessem, ao mesmo tempo, tão iguais. Três
autores espirituais chamaram a minha atenção de modo especial, por
apresentarem, entre si, uma significativa similaridade de estilos e
vocabulário, além da faixa etária e perfil social semelhantes: Augusto César
Netto, Jair Presente e Laurinho Basile. Foram justamente esses autores
espirituais que selecionei para o meu estudo, de modo a compreender as suas
formas de constituição como identidades manifestadas na obra epistolar
psicográfica do médium Chico Xavier. A análise das cartas desses autores
semelhantes nos permitiu identificar uma imagem de enunciador (éthos) dual /
ambígua: o éthos doutrinário (vinculado à imagem do médium) em articulação com
o éthos do jovem (vinculado à imagem do autor espiritual), cujo efeito de
sentido é o de que duas identidades se revezam na tarefa de comunicar, em
oscilações discursivas e textuais que se dão ora por alternância, ora por
sobreposição de imagens enunciativas. Ao final, foi possível concluir que a
projeção dessa dupla imagem nos textos somente se torna plausível dentro do sistema
de crenças e valores da doutrina espírita e de sua prática geradora: a
psicografia epistolar.
 Além do livro publicado,
qual outro convite recebeu, como foi a repercussão conquistada com a
dissertação?
Para uma
pesquisa em semiótica, a repercussão da dissertação foi bastante significativa.
Ao todo, foram cerca de vinte matérias e entrevistas, no Brasil e no exterior,
em sites e revistas, tanto espíritas como não espíritas. Isso me alegrou e
surpreendeu, é claro, principalmente pela oportunidade de colocar um tema tão
controverso em pauta. Depois da pesquisa, recebi alguns convites para ministrar
palestras e participar de mesas-redondas em congressos especializados.
O próximo evento em que participarei como convidada será no 1º ERLIHPE –
Encontro Regional da Liga de Pesquisadores do Espiritismo, que acontecerá na
Universidade Federal do Triângulo Mineiro, Uberaba (MG), em 17/05/2014. Será
uma mesa-redonda sobre Literatura mediúnica, organizada pelo prof. Ozíris
Borges Filho, e na qual estará também o prof. Alexandre Caroli Rocha.
 Cintia, com
uma dissertação de mestrado aprovada e uma tese de doutorado em
andamento, envolvendo o estudo da prática da psicografia  que,
por  si só, é um tema polêmico por lidar diretamente com a concepção
existencial do ser humano e contrariar interesses, perguntamos: você sofreu
algum tipo de preconceito ou resistência no meio acadêmico, quando tornou
público o tema da sua tese ?
Jamais
sofri qualquer resistência no meio acadêmico pela temática que escolhi estudar,
nem na universidade onde desenvolvo as minhas pesquisas, a Unesp de Araraquara,
nem em outras instituições de ensino superior, nos diversos congressos em que
as apresentei. Pelo contrário: percebi, desde o início, muita receptividade e
interesse das pessoas pelo tema. A psicografia já é reconhecida como uma
prática religiosa de grande impacto no contexto brasileiro, por suas evidentes
implicações culturais e editoriais. Os meus estudos sobre a psicografia são
exclusivamente voltados à compreensão dos seus mecanismos linguísticos e
discursivos, à organização da prática psicográfica e aos enunciados que ela
gera, aos sentidos produzidos dentro dela, enfim. Nunca pretendi estudar a
religião e se a tomo como referencial, por vezes, faço-o unicamente com a
finalidade de melhor descrever o horizonte discursivo sobre o qual se desdobra
o discurso espírita. Acho importante que o pesquisador tenha clareza sobre o
seu objeto, em suas potencialidades e limitações. Creio que boa parte das
reações positivas que recebi da academia ao meu trabalho se deva ao tratamento
dado ao meu objeto de estudo.
Sabemos que o Materialismo
Científico e Filosófico possuem uma influência significativa no meio acadêmico.
Acredita que a aprovação de trabalhos acadêmicos como o seu reflete uma
evolução nesse sentido?
Creio que
a aprovação e o reconhecimento da qualidade de trabalhos acadêmicos de temática
espírita possam ser interpretados não como uma “evolução” do paradigma
materialista, mas, sim, de uma mudança de mentalidade, que vem ocorrendo de uma
forma mais ampla, mais global, no meio acadêmico, para acolher como objetos de
estudo aqueles fenômenos antes desprezados pela ciência tradicional: os
fenômenos subjetivos. Como analisar fenômenos subjetivos unicamente por meio de
referenciais objetivos? É preciso desenvolver métodos que deem conta de
descrever e analisar esses fenômenos – métodos que levem em consideração essa
subjetividade. Não basta dizer que não são mensuráveis e reproduzíveis em
laboratório e, por isso, devam ser prontamente descartados ou mesmo negados.
Isso não resolve o problema. É por essa razão que se faz necessário a busca por
novos paradigmas para o estudo de fenômenos como a psicografia, a mediunidade,
entre outros. É preciso que haja o desenvolvimento de novos métodos descritivos
e analíticos, simplesmente porque os objetos – mesmo que sempre tenham
acompanhado o ser humano – precisam começar a existir para a ciência. O que
precisa ocorrer não é a destruição do paradigma materialista, mas, sim, a
construção de um novo paradigma, que possa dar conta desses “novos” objetos.
Essa é uma busca recente, mas que já vem ocorrendo no meio acadêmico,
especialmente ao longo das duas últimas décadas, o que pode ser observado pelo
número crescente de pesquisas de temática espírita.
Como vê, de acordo com a
linguística e a semiótica, os fenômenos de Xenoglossia psicográfica ou
psicofônica, onde médiuns falam e escrevem em línguas desconhecidas por eles?
Como analisar uma pessoa que expressa conhecimentos que efetivamente não
os adquiriu, em pelo menos 3 aspectos: o não conhecimento da linguagem por ele
expressa, o não conhecimento do conteúdo da mensagem e as propriedades
psicológicas completamente diferentes do médium expressas na comunicação?
A linguística e a semiótica não oferecem explicações para esses
fenômenos, especialmente porque a compreensão das formas de obtenção de
informações (seja por vias normais ou anômalas) por parte de um médium não faz
parte das preocupações dessas duas ciências. O que interessa saber à
linguística é se o idioma em que se expressou o médium – e que ele jura
desconhecer – existe e, se existe, como ele funciona, bem como a forma como ele
está ali representado. A menos que se tratasse de um estudo de linguística aplicada
ao ensino de línguas, não haveria relevância alguma em saber sobre as formas
pelo qual o médium aprendeu ou fez uso de um idioma desconhecido. Em relação à
semiótica, interessa compreender como os efeitos de sentido de verdade,
realidade e autenticidade da mensagem (seja ela oral ou escrita) foram
produzidos, isto é, de quais estratégias textuais/discursivas o médium lança
mão para persuadir a sua audiência – especialmente se ele afirma desconhecer o
idioma em que se expressa –, entre outros aspectos. Enfim, tanto a linguística
quanto a semiótica oferecem instrumentos conceituais bastante ricos e
eficientes para a descrição e análise, considerando o objeto privilegiado de
cada uma – a saber, a língua é o objeto privilegiado da linguística, enquanto o
sentido é o da semiótica. Diante das nossas perguntas, devemos nos lembrar
quais são os objetos e os propósitos de cada disciplina. É precisamente a
natureza das perguntas que nos orienta na escolha do referencial teórico que
embasará nossas reflexões.
  
 Considerou
ou considera submeter seus trabalhos a Society for Psychical Research(SPR) de
Londres e/ou a American Society for Psychical Research(ASPR) ?
Tanto a Society
for Psychical Research
quanto a American Society for Psychical Researchsão
associações renomadas e dedicadas há longo tempo aos estudos psíquicos e
paranormais. Certamente, se houver oportunidade, pretendo submeter algum artigo
que esteja dentro do escopo de interesses das associações, e me sentiria muito
honrada se qualquer uma delas acolhesse a minha proposta.
http://feeds.feedburner.com/~r/LuzesDoBem/~4/8D9yEYKpdJA?utm_source=feedburner&utm_medium=emailPosted: 28 Apr 2014 07:07 AM PDT

Nosso entrevistado de hoje, Adenáuer Novaes, é psicólogo
clínico, graduado também em Engenharia Civil (1981) e em Filosofia (1986).
Autor de vários livros sobre Psicologia e sobre Espiritismo, em que apresenta
uma convergência de ideias fronteiriças. Em 1995, compilando o conteúdo de
livros sobre reencarnação, escreveu Reencarnação: Processo Educativo onde
propõe uma visão não mecanicista sobre o retorno a um novo corpo sem a ideia de
punição ou pagamento.


Na entrevista cedida por e-mail, fomos gentilmente atendidos, na qual
discorreu sobre os aspectos que envolvem a Psicologia e o Espiritismo –
processos de culpa, animismo, consciência  de auto-identificar-se como ser
imortal e ainda a importância de ampliar o foco dos centros espíritas, além da
evangelização.

“O Ser real é constituído de corpo, mente e espírito. Dessa forma, uma
abordagem psicológica para ser verdadeiramente eficaz deve ter uma visão
holística do ser, tratando de seu corpo (físico e periespirítico), de sua mente
(consciente, inconsciente e subconsciente) e de seu espírito imortal que traz
consigo uma bagagem de experiências anteriores à presente existência e está
caminhando para a perfeição Divina.” Joanna de Ângelis

ENTREVISTA COM ADENÁUER NOVAES

Como aconteceu seu primeiro contato com o espiritismo?

Meu primeiro contato com Espiritismo se deu na adolescência, quando
ainda não tinha consciência dos propósitos de minha vida. Na época estava
cursando o segundo grau em Campinas, São Paulo. Fui conduzido por um colega a
uma reunião de orações visto que me encontrava triste pela saudade de meus
entes queridos que moravam em Salvador, Bahia. Posteriormente, meus estudos
regulares e minha participação em grupos de estudos espíritas veio a acontecer
em Salvador, quando já estava com 19 anos.
O senhor escreveu 16 livros sobre psicologia e espiritismo; na sua
opinião o espiritismo vem a auxiliar as questões humanas como desencarnes,
depressões, angústias, medos entre outros, como?
Sim. O
Espiritismo contribui para a compreensão de muitos processos humanos,
principalmente quando afirma categoricamente a continuidade do eu após a morte
do corpo físico. Porém, o conhecimento da dinâmica psíquica, a partir dos estudos
da Psicologia é fundamental para a complementação daquela compreensão. 
Psicologia e
Espiritismo são conhecimentos complementares e interdependentes pois, dentre
outros temas, possuem em comum, o estudo do psiquismo humano.
Há um debate em relação ao diagnóstico de obsessão/possessão, incluso no
CID como uma possível causa a existência de influência espiritual. Como há
entre os leitores psicólogos, como, na sua opinião, pode-se chegar a este
diagnóstico de forma mais clara?

A
influência espiritual é temática a ser melhor e mais estudada no Espiritismo. É
necessário se definir sintomas típicos para o estabelecimento de critérios
diagnósticos; na realidade no CID-10 não afirma a possibilidade de influência
espiritual. Ali consta, no capítulo F44 (Transtorno Dissociativos), o F44.3
(Estados de transe e de possessão) que inclui os transtornos caracterizados
pela perda transitória da consciência de sua própria identidade, associada a
uma conservação da consciência do ambiente. São excluídas as situações
admitidas no contexto cultural ou religioso do sujeito. Para se chegar a um
diagnóstico diferencial devemos considerar que, na influência espiritual que
causa a obsessão, em geral, ocorre: sofrimento, prejuízos funcionais,
ocorrência prolongada, perda do senso crítico, incompatibilidade com as crenças
do sujeito, associação com outro transtorno psicogênico, perda do controle da
consciência, indesejável e persistente.
Acrescentem-se alterações no sono, ideias
persistentes, à revelia do ego, e, às vezes, de autodestruição. Estes são
alguns sintomas que podem contribuir para um diagnóstico mais preciso sobre
obsessão espiritual.
A depressão é um dos grandes males da sociedade, que mensagem o senhor
tem para transmitir sobre o tema aos leitores?

A depressão é uma doença cuja característica principal é a perda da
vontade enfrentar a própria vida. Mesmo quando se trata de pequenos
episódios depressivos é também um convite ao mergulho em si mesmo para cuidar
de questões não bem resolvidas do passado. Sem confundir depressão com
tristeza, a cura se dará com a forte disposição da pessoa em reagir ao medo de
enfrentar o que a deprime, além de integrar a sua consciência a real condição
de ser um Espírito imortal.
Como vê o Espiritismo nos dias de hoje?

O Espiritismo tornou-se uma religião tipicamente adequada à cultura ocidental,
mais especificamente brasileira. As instituições têm centrado sua atenção
principal no processo de evangelização, com ênfase na construção da conduta
cristã de seus frequentadores. Pregadores as especializam cada vez mais na
exegese bíblica e no conhecimento dos princípios espíritas. É momento de
ampliar o foco, para a instalação de proposta que lavem as pessoas à
consciência de que são Espíritos imortais. Isso implica na inserção de novo
propósito e nova forma de entender o alcance da missão do Espiritismo. Mais do
que evangelizar-se, o encarnado necessita alicerçar a consciência de sua
imortalidade.
Observamos que muito se fala sobre o processo anímico nas comunicações
espíritas, palco de grandes debates, o senhor considera que o animismo é um
processo natural?

Animismo sempre foi assunto importante nos estudos da mediunidade no
Espiritismo. Componente factível de ocorrer em meio ao fenômeno mediúnico,
merece atenção e compreensão pela importância psicológica que o reveste.
Podemos afirmar que o componente anímico está sempre presente nas comunicações
mediúnicas de efeitos intelectuais. Quando ideias são transferidas pela mente
do médium, certamente ele, consciente ou inconscientemente, irá expressá-las
com as capacidades intelectivas que possui. O conteúdo ou a quantidade e
intensidade presente do animismo na mediunidade, quando analisados, revelarão
aspectos inerentes à personalidade do médium. O animismo é algo natural, porém,
para bem definir se uma comunicação é oriunda de um espírito desencarnado é
preciso, não só conhecer a personalidade do médium como também a qualidade de
sua comunicação.
O Instituto do Espírito permite a participação através de trocas de
experiências em qual sentido, como acontece e quais seus principais objetivos?
Site: www.institutodoespirito.com.br
O Instituto do Espírito é uma instituição criada para divulgação da
Psicologia do Espírito, cujo objetivo é fornecer subsídios para a compreensão
da fronteira entre o conhecimento de temas psicológicos e, simultaneamente, de
temas espirituais. A proposta da Psicologia do Espírito é o estudo do Espírito
imortal, sem as limitações doutrinárias das filosofias e religiões que o
enquadram dentro de cânones preestabelecidos. Os princípios da Psicologia do
Espírito, que não é uma psicologia espírita, principalmente pela rigidez em que
esta se apresenta, visam apresentar a ideia da continuidade do eu, a
necessidade da conectividade com o outro para a construção da afetividade, a
dinâmica da mente como órgão funcional do perispírito, bem como a construção de
uma ética que não induza à culpa nem apresente o sofrimento como meio de
evolução. O Instituto do Espírito está aberto a discutir e analisar estes temas
através do email institutodoespirito@gmail.com
“A culpa é a base da infelicidade humana”, esta frase contida no site do
Instituto do Espírito reflete um claro comprometimento da felicidade pelo que
entendemos, alcançando a psique e prejudicando a existência humana – o auto
conhecimento seria o caminho para uma vida saudável?

Creio que é mais do que a palavra autoconhecimento pode significar. A
instalação da culpa está na base da maioria das pregações religiosas. Muitos
espíritos vivem num eterno ciclo vicioso, em que o ego espera redenção de
culpas cármicas, cujos processos desencadeadores não aconteceram ou não deveriam
ser relevantes. O erro, o equívoco ou o mal que se fez no passado são inerentes
à ignorância, razão pela qual não devem nortear o presente. Está embutida nos
processos mentais uma certa “satanização” do ser humano, exigindo-lhe
reparação, principalmente à custa de sofrimento. Tudo funciona na base de um
Deus punitivo e de uma redenção pelo sofrimento e pesado pagamento pelos erros
cometidos. Mais do que o autoconhecimento é preciso buscar o autodescobrimento,
a autotransformação e a autoiluminação, além de uma mudança de paradigma dentro
das religiões.
Como observa
os estudos psicológicos que envolvem o espiritismo, há ainda um grande divisor
de linhas de pensamentos como obstáculos?
Quando
comecei meus estudos de Psicologia, nos anos oitenta do século passado, notei
que os livros espíritas, escritos por encarnados e por desencarnados,
consideravam, na análises sobre assuntos que envolviam o psiquismo humano,
apenas a escola freudiana. Notei, nos anos noventa uma nova tendência,
admitindo-se os preceitos da escola junguiana, denunciando um avanço
significativo. Hoje, muitos escrevem sobre comportamento, sobre dinâmica
psíquica e sobre psicologia sem conhecimento técnico e sem profundidade sobre
esses temas. Há escritos mediúnicas sem cuidado com os conceitos originais e
sem os devidos créditos de suas afirmações. Seriam bom que os Centros Espíritas
incluíssem em suas reuniões, em acréscimo aos estudos existentes, temas
psicológicos que abarcassem todas as escolas da Psicologia.
Que mensagem o senhor poderia deixar aos leitores do blog Luzes e site
Almateca?
A mensagem não poderia ser outra senão a de que se
ocupem, enquanto estudam e praticam sua religião, de integrar à consciência a
continuidade do ego após a desencarnação e não deixem de exercitar o amor, pois
este sentimento promove a elevação do Espírito.
domingo, 16 de março de
2014



Wagner D’Eloi Borges –  Pesquisador espiritualista,
médium, projetor extrafísico, conferencista, consultor da Revista UFO e
colaborador de várias outras revistas como, Sexto Sentido, Espiritismo e
Ciência, Revista Cristã de Espiritismo, Caminho Espiritual, e também do Jornal
O Legado.

É escritor – autor de onze livros dentro da
temática projetiva e espiritual, dentre eles a série “Viagem Espiritual”, sobre
as experiências fora do corpo.
É colunista de vários sites na Internet:
SomosTodosUm, Revista Sexto Sentido, IPPB: www.ippb.org.br,
dentre outros. É radialista – apresentador do programa “Viagem Espiritual”, na
Rádio Mundial de São Paulo – 95.7 FM.
Estivemos no IPPB (Instituto de Pesquisas
Projeciológicas e Bioenergéticas), assistindo a palestra  “Vida Após a
Morte e as Consequências Espirituais do Suicídio”
 , ocasião em que gravamos vídeos com
trechos da palestra e realizamos uma entrevista com o Wagner Borges, abaixo
postadas.
Esperamos que gostem!
ENTREVISTA:
Durante a palestra você mencionou ser
importante enviar energia aos suicidas. Pergunto se há risco em apenas em
emanar energias ou realizar preces nesses casos?
Emanar energia não ajuda um suicida, só
aumenta sua densidade *. Agora emanar pensamentos positivos auxilia muito.
Então não há problema em acarretar uma
obsessão ao enviar a um suicida pensamentos positivos e preces?
A questão de um suicida é mais grave, então
todo mundo fala “não mexe com isso se não estiver preparado” pois é
uma situação drástica; neste sentido, sim. Mas, se é alguém que mexe com
energias, um curador, precisa mandar – é até uma obrigação.
Ou seja, um médium, um sensitivo, alguém que
trabalha com energias. Agora, uma pessoa comum, sem ter conhecimento, é melhor
não mexer porque é uma situação limite – difícil mesmo, pois pode sentir o que
o desencarnado estiver sentindo do lado de lá. Se for sensitivo, saberá tirar
as energias, mas se não, há este problema.
* um suicida pelo próprio ato cometido
abandona o corpo ainda carregado de energias (duplo etérico) o que provoca esta
chamada densidade energética – fato que não ocorre necessariamente nos demais
tipos de morte.Desta forma, enviar mais energia para alguém que já se encontra
excessivamente carregado delas, seria piorar seu quadro.
Durante a palestra, você comentou sobre
as crianças ditas Índigo*, qual a sua opinião acerca dessa teoria? 
É uma viagem, viajadona (sic), é uma criação do
movimento New Age americano; é igual anjo, duendes, para vender ideias de
crianças especiais.
* as denominadas pela teoria como crianças
índigo e cristal seriam crianças “especiais” que reencarnaram na
terra por volta dos anos 80.Crianças índigo é o termo utilizado
para descrever crianças que a pseudociência e
a parapsicologia acreditam ser especiais. Os defensores desta crença
afirmam que os “Índigos” constituem uma nova geração
de crianças com habilidades especiais, e que têm por objetivo a
implantação de uma “Nova Era” na Humanidade. Estas crianças são
geralmente classificadas como possuidoras de habilidades sociais mais
refinadas, maior sensibilidade, desenvolvimento profundo de questões ético-morais
e portariam personalidades peculiares que possibilitariam facilmente
sua identificação relativamente a outras crianças.
Embora farta literatura tenha sido
publicada nos últimos anos, não há qualquer demonstração científica sobre a
ocorrência do fenômeno. O sistema de classificação “crianças índigo”
e “crianças cristais” é rejeitado por conselhos
de pediatria e especialistas em educação infantil. Críticos
apontam que o sistema é tão vago que pode aplicar-se a praticamente qualquer
um, levando ao que se conhece como efeito Forer. Contudo, é de notar a
crescente relevância que as crianças índigo têm revelado para a parapsicologia.
Foto após entrevista

Há ainda a ideia que sustenta a existência
dos chamados adultos Índigo, que seriam aqueles que sofrem da Síndrome
do Sentimento Estrangeiro*
, o que
nos diz a esse respeito?

* sobre a
síndrome do sentimento estrangeiro pode ser lida nos posts já publicados sobre
o assunto, verificar marcações do blog ou através de pesquisas no mesmo.

 A Síndrome do Sentimento Estrangeiro, não passa de saudade que o
Espírito encarnado tem de sua casa original, que também é um conceito
espiritual, que nada tem a  ver com a Teoria Índigo.Todos nós, em algum
momento, sentiremos essa saudade, que é uma espécie de saudade de casa e aí, se
você deixar isso torna-se negativo.
Se você usar essa saudade positivamente você
pensa: “Estou com saudade. Eu não sou daqui, mas estou num trabalho aqui,
então devo fazer tudo direitinho, aguentar, até o último instante e então
voltarei para casa melhorado.Se eu tentar voltar antes, além de não voltar para
casa, terei que regressar (reencarnar) e situação difícil.
Então devemos usar essa saudade como
trampolim pra trabalhar melhor, a saudade não é um problema, problema é deixar
a saudade tomar conta e anular a encarnação. Você tem que fingir que é daqui,
mesmo sabendo que não é – faz-e o trabalho direitinho, “tira o
personagem” e volta a ser você mesmo…eu sinto muito isso, muita gente
sente e não sabe traduzir a sensação..isso é uma coisa que desde a época de
Chico Xavier, no Espiritismo, já se falava, da síndrome.
Mortes violentas também podem significar que
o espírito possa ficar preso ao corpo pelo duplo etérico ou é mais um processo
mental?
As duas coisas.Vamos supor que alguém que
trabalhe com energia seja atropelado ou assassinado – essa pessoa já lida com
energias, a energia não vai grudar e é mais fácil para seu guia (mentor) tirar
(desacoplar o espírito do corpo físico no processo de desencarne).Agora, uma
pessoa alheia, estranha a isso, em um acidente desses e ainda com pensamento
negativo em cima vai ser mais dificultoso o processo. Ou seja, além da energia
ainda tem o lado psicológico.
Agora, no nosso caso é diferente, por
exemplo, uma pessoa boa, que foi assassinada, que o duplo já era solto,
permitirá imediatamente que o guia ou mentor realize a soltura, pela própria
condição que se encontra o indivíduo.O problema é que na maioria das pessoas o
duplo é igual à uma cola dura e ainda o pensamento só aferrado na
materialidade….
…então isso ocorre muito com um materialista?

Isso
é muito relativo, você pode encontrar um materialista melhor do que um
espiritualista, com um bom caráter, que desencarna e recicla tudo do lado de
lá. Não fica um peso. Agora, o materialista mal intencionado….

Existe a possibilidade, por exemplo, dos mentores não conseguirem tirar
a pessoa que está presa no duplo etérico, no momento da morte?
Vários casos que a gente vê que não consegue, tem que deixar o tempo fazer o
seu trabalho. Alguns casos levam meses para tirar (o Espírito do corpo físico
após a morte), depende da situação. Eles fazem o melhor que dá, mas nem sempre
é possível. E outra coisa, calcule: são 7 bilhões de pessoas, suponha que todo
dia encarnam 1000 e desencarnam 1000 e pouco, é um entra e sai grande – pegando
a maioria da humanidade que é de baixo nível moral e emocional, então é muito
comum ficar preso.
Num planeta
avançado, você não encontra ninguém grudado, nem suicida, nem umbral. Aqui não.
Há planetas, no qual os espíritos nem sequer corpo físico tem.

E o que você
pensa sobre a teoria hipotética da morte espiritual, como se ouve falar por aí
de alguns espiritualistas ?
 Acho viajada(sic), impossível !! Uma vez
atendi a um espírito que possuía apenas uma cabeça plasmada, não possuía corpo,
havia se matado e era niilista. Ele negava veementemente, então eu disse:
“Você está dizendo que não existe vida após a morte ?! Então com quem eu
estou falando ?! Você é a prova de que há, pois estamos falando.” – Então
mesmo que um Espírito queira ficar aferrado por milênios, o plano espiritual
possui recursos para reencarná-lo e  colocá-lo na condição de excepcional,
por 3 a 4 vidas seguidas.

É interessante, porque isso é a teoria de alguns, mas se isso fosse
verdade, porque isso não teria sido disseminado pelos próprios Espíritos?


Não é! Esse é um raciocínio contrário, porque você não tem como destruir
energia, energia nem nasce e nem morre, o conceito está errado, não se destrói
nada. Nem energia, quanto mais consciência; a consciência já existia antes do
corpo e a energia não morre, ela entra e sai.
Mesmo que o
Espírito não queira se corrigir, seria ilógico o Criador, deixar a criatura sem
mecanismo de um dia vir a corrigi-lo.

Parece que
fica um conceito de morte enraizado, mesmo que haja estudos e conhecimentos sobre
a imortalidade, ainda fica um atavismo sobre a questão.
Você sabe os
ovóides* ? O que acontece? É como um “coma espiritual” a entidade
está tão para dentro que ela anula a capacidade de pensar…..penso logo
existo….mas ela não deixou de existir, ela está na verdade encapsulada,
imersa dentro de si. E sabe como funciona o processo? Encaixa-o em um corpo
físico, porque o corpo físico o puxa e a atenção do Espirito se volta para
fora, através dos 5 sentidos como fome e etc e então volta lentamente a
raciocinar, sendo puxado para fora, levado 3 ou 4 vidas vindo como excepcional
autista – porque o autista vive num mundo a parte, preso no passado, mas
devagar vai vindo para fora de si.
Então não tem
que destruir nada, pois a reencarnação efetua todo o processo. Passados 3 ou 4
vidas o indivíduo já estará como um “sujeito normal”.

Um suicida
pode vir a ser vampirizado?


Pode porque entidades grossas gostam de drenar duplo etérico até de
cadáver. Então ele pega um suicida que está cheio de duplo etérico e nesses
casos este sofre muito.Pode ser manipulado para encostar numa outra pessoa para
dar carga de suicídio na outra (sugestão).

E sobre a
teoria de haver gravidez no mundo espiritual, fugindo do assunto um pouco
Wagner, qual sua visão?

Não, isso não existe! O corpo espiritual é dotado de uma natureza plástica e
própria, você vê entidades que são bolas de luz e então, como engravidar se não
têm nem útero?! Entendeu? O que acontece é que no umbral, em cidades mais
densas, pode haver entidades com problemas que envolvem a maternidade – daí
acabam plasmando e somatizando, como se estivessem grávidas.Isso num plano mais
denso. Reprodução espiritual não existe, é uma necessidade deste planeta, da
nossa realidade. O espírito nem é humanóide na base. O que tem do lado de lá é
fusão de energia, que é outra coisa.

Quanto a
existência do duplo nos objetos, como entender melhor?
Tudo tem
energia, campo energético. Como essa garrafa ou outro objeto, toda matéria tem
energia. E é idêntico. Então esse objeto, tem um contorno, um duplo o
envolvendo.

Por exemplo: pega um suicida com corpo denso, ele não atravessa nada, ele
esbarra nas coisas, mesmo sendo espírito. Chega a acreditar ainda que pega
objetos,como se possível fosse,, na realidade só consegue pegar é o duplo dos
objetos. Saindo do corpo é exatamente o duplo que se enxerga, inclusive é por
isso que há desencarnados que não acreditam que morreram, por causa disso.

Qual é sua
opinião sobre trabalhos mediúnicos realizados em casa? 

Alguns têm mania de achar e rotular que só porque pensa diferente o outro está
obsediado, fascinado, obsessão simples..e vão rotulando…

Isso quando
falamos de comunicações fora dos centros espíritas?

Isso acontece…é como
um padre falando que há a necessidade de ir as igrejas. Significa que eu não
posso rezar em casa?! Então no caso da mediunidade, você só pode ser médium 2
vezes por semana e o restante não?!

Há um contra-senso! 

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